Ucrânia defende que preservar vidas é a sua “prioridade absoluta” após críticas da Amnistia Internacional

O assessor da Presidência da Ucrânia, Mijailo Podoliak, afirmou esta quinta-feira que “preservar a vida e a saúde de todos os cidadãos” é a sua “prioridade absoluta” no contexto da guerra com a Rússia, respondendo desta forma às críticas lançadas pela Amnistia Internacional, que acusou o Exército ucraniano de realizar táticas de combate que colocam civis em perigo.

“A Ucrânia adere estritamente a todas as leis de guerra e ao direito internacional humanitário. A prioridade absoluta das Forças Armadas da Ucrânia é preservar a vida e a saúde de todos os cidadãos diante da bárbara agressão russa”, garantiu Podoliak.

Para o representante ucraniano, esses tipos de declarações visam desacreditar as Forças Armadas do país e prejudicar o fornecimento de armas pelas potências ocidentais, revelou a agência de notícias UNIAN. Da mesma forma, destacou as últimas decisões das autoridades ucranianas sobre a evacuação de civis da região de Donetsk. De acordo com Podoliak, Kiev está “constantemente” a tomar medidas para “ajudar os ucranianos a mudarem-se da zona de hostilidades para áreas mais seguras”.

“Ajudamos os nossos cidadãos a viajar gratuitamente para lugares seguros, reassentá-los e fornecer-lhes tudo o que precisam. Este processo continua e continuamos a incentivá-los a aproveitar a oportunidade para evacuar e não arriscar suas vidas”, enfatizou Podoliak.

A vice-primeira-ministra e ministra para a Reintegração dos Territórios Ocupados da Ucrânia, Irina Vereshchuk, anunciou no final da semana passada o início dos preparativos para ordenar a evacuação obrigatória da região antes do inverno, dada a destruição quase total das infraestruturas de abastecimento de aquecimento e constante luta contra as forças russas. Acusou ainda o lado russo de ser quem realmente realiza táticas que colocam em risco a população civil, já que “bombardeia áreas residenciais a mais de 500 quilómetros da frente, matando deliberadamente civis e crianças”.

A Amnistia Internacional denunciou esta quinta-feira que as tropas ucranianas estão a realizar táticas de combate que colocam em risco a vida de civis e que violam o direito internacional humanitário, operando frequentemente em áreas residenciais, incluindo hospitais e escolas.

A secretária-geral da Amnistia, Agnès Callamard, alertou a Ucrânia de que “estar numa posição defensiva não isenta o exército ucraniano de respeitar o direito internacional humanitário”. Para a organização, há provas de que o exército ucraniano lançou ataques “de áreas residenciais povoadas e estabeleceu-se em prédios civis em 19 cidades ou vilas”.

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