Ucrânia acusa Rússia de recrutar mercenários e enviar armas para o Leste do país

Kiev acusou esta sexta-feira a Rússia de aumentar o fornecimento de armas, munições e equipamentos militares para o território controlado pelos separatistas, no Leste da Ucrânia.

Segundo a agência ‘Reuters’, a acusação foi feita pelos serviços secretos militares do país, e surge antes de negociações importantes entre Moscovo e Washington, com o objetivo de destabilizar as relações.

Em comunicado, a Ucrânia disse que a Rússia estava a recrutar ativamente mercenários, enviando-os para treinos intensivos em áreas controladas pelos separatistas do Leste.

Segundo a mesma nota, a que a agência de notícias teve acesso, Kiev diz que a Rússia transportou secretamente diversos produtos, nomeadamente, combustível, vários tanques, artilharia e armas de fogo para aquela área.

Esta acusação surge um dia depois de os Estados Unidos terem imposto sanções a quatro ucranianos acusados de colaborarem com os serviços de informações russos (FSB), incluindo dois deputados em funções, invocando as suas “atividades desestabilizadoras” na Ucrânia.

Os deputados ucranianos Taras Kozak e Oleg Volochine são designadamente acusados de terem sido mandatados pelo Serviço Federal de Segurança (FSB) para “recrutarem antigos e atuais responsáveis governamentais”.

A acusação dita também que se “preparavam para assumir o controlo do Governo ucraniano, e controlarem as infraestruturas do país com uma força russa de ocupação”, indicou em comunicado o Tesouro norte-americano, equivalente ao ministério das Finanças.

Os dois outros sancionados são antigos responsáveis ucranianos.

A Rússia já negou qualquer intenção de intervir militarmente no seu vizinho. Considera estar ameaçada pelo reforço da NATO na região e assegura que os milhares de soldados concentrados nas proximidades da fronteira ucraniana não constituem uma ameaça.

 

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