Tempo de reflexão. 5 questões básicas que deve saber colocar a si próprio

Sermos capazes de estar verdadeiramente “presentes” a cada momento e cientes das nossas motivações ou vontades é um exercício fundamental para a nossa própria felicidade. Termos a possibilidade de refletir sobre as nossas ações e de as compreendermos eficazmente contribui para uma existência mais gratificante.

A verdade é que é fácil enganarmo-nos. Esquecermos as nossas próprias motivações e simplesmente perseguir objetivos que não estão alinhados com os nossos reais desejos. O tempo passa rápido e a velocidade dos acontecimentos diários, determina que existe um menor espaço para compreender o que nos está a acontecer e de que forma podemos alterar as nossas circunstâncias.

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É fundamental que todos sejamos capazes de encontrar momentos nas nossas vidas em que nos recentramos. Momentos “eureka” que nos voltam a colocar no caminho certo. Estes períodos de reflexão são assim essenciais para evitar uma vida sem sentido, desconectada e pouco gratificante.

Para atingir um maior autoconhecimento existem algumas questões e estratégias básicas que, de acordo com o psicanalista Grant Brenner, nos podem ajudar neste processo de clarividência.

 

  1. “Porque estou a pensar assim?”

Uma simples e curiosa pergunta pode ser importante para clarificar um qualquer pensamento, seja ele mais ou menos negativo. Compreender a origem e motivação de um determinado comportamento ou ação é um processo fundamental para entender verdadeiramente as nossas experiências de vida.

  1. “O que está a acontecer?”

Seja capaz de identificar claramente os seus pensamentos, emoções ou ideias. Reconhecer certas “linhas de pensamento” é algo importante para atingirmos uma correta noção da nossa própria existência. Muitas vezes procuramos esconder o “barulho de fundo” da nossa mente, acabando por nunca identificar e resolver certos problemas que nos atormentam. Ter a coragem de identificar todos estes processos mentais é um primeiro passo para atingir uma maior clarividência.

  1. “O que estou a ver?”

Como estamos a gerir a nossa própria atenção? Para onde a estamos a direcionar? A capacidade de imaginar e visualizar um qualquer cenário determina que o nosso cérebro tem uma possibilidade quase ilimitada de criação. No entanto a cada momento apenas podemos estar concentrados num número limitado de processos. Reconhecer e gerir esta atenção limitada, obriga-nos a focar nas coisas mais importantes.

  1. “Estou a escutar?”

Não perder a capacidade de ouvir aquilo que é mais fundamental para si é algo determinante. Ser capaz de ouvir os outros e o Mundo em nosso redor, assegura que estamos melhor preparados para entender os nossos próprios pensamentos. A nossa atenção auditiva irá captar certos momentos ou elementos relevantes que podem ser transformativos para nós. Manter uma mente “limpa” e relaxada permite-nos ouvir e compreender melhor.

  1. “Será que estou a usar todos os meus sentidos?”

Para compreender a nossa realidade e a do mundo que nos rodeia não basta ser capaz de ver e ouvir. A forma como entendemos o mundo é construída através de diversos contributos. Os nossos exercícios de reflexão e autocompreensão devem assim contar com todos os nossos sentidos para captar todos os possíveis elementos. O olfato, o toque, os sabores, são tudo coisas que ajudam a alimentar a nossa mente e a construir os nossos pensamentos. Por vezes apenas através da análise destes contributos sensoriais seremos então capazes de entender verdadeiramente a origem de certos problemas, tensões ou dificuldades.

 

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