Surto de difteria em centro de migrantes deixa Suíça em alerta. Doença regressa ao país quase 40 anos depois

Várias pessoas foram infetadas com difteria num centro para migrantes na Suíça, sendo estes os primeiros casos conhecidos da infeção bacteriana no país em quase 40 anos, avança o ‘Swissinfo’.

Pelo menos oito pessoas que vivem nesse centro, localizado na capital, Berna, contraíram a doença, mas não mostraram quaisquer dificuldades em respirar, disse na terça-feira um porta-voz da Secretaria de Estado de Migração.

O grupo de pessoas infetadas foi colocado em isolamento e mais de 170 outros migrantes, nomeadamente menores não acompanhados, estão em quarentena no centro.

A difteria raramente se observa na Europa Ocidental, onde as crianças são vacinadas há décadas contra a infeção altamente contagiosa do nariz e da garganta.

No entanto, a doença ainda é comum em países em desenvolvimento, de acordo com especialistas. O último caso conhecido da doença infeciosa na Suíça foi registado em 1983, escreve o Departamento Federal de Saúde Pública.

Tudo o que deve saber sobre a doença

“A difteria é uma doença infeciosa causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae”, que “afeta sobretudo a garganta e as vias aéreas superiores, com lesões localizadas frequentemente nas amígdalas, laringe e nariz ” e “produz uma toxina que atinge outros órgãos”, explica a Direção-Geral de Saúde (DGS), no seu site. 

Relativamente a sintomas, a difteria provoca febre ligeira, dor de garganta e falta de apetite. “As complicações mais graves incluem: obstrução da via aérea; falência cardíaca e renal; paralisia dos músculos da deglutição e pneumonia”.

A doença “transmite-se de pessoa para pessoa através das gotículas de saliva transmitidas pelo espirro ou tosse”, explica a DGS, adiantando que existe uma vacina contra a difteria.

“O Plano Nacional de Vacinação (PNV) inclui uma vacina que deve ser administrada aos 2, 4, 6, 18 meses e 5, 10, 25, 45, 65 anos e depois de 10 em 10 anos. As grávidas devem fazer uma vacina em cada gravidez”, aponta.

No que diz respeito ao período de contágio este “é, em média, até duas semanas após o início dos sintomas”, já “o período de incubação da difteria é, em média, de 1 a 6 dias, podendo ser mais longo”.

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