Supervulcão de Yellowstone preocupa mas NASA tem plano ambicioso para evitar erupção

A erupção do Cumbre Vieja, na ilha espanhola de La Palma, voltou a concentrar as atenções mundiais na atividade vulcânica do planeta e no Parque Nacional de Yellowstone encontra-se um supervulcão que tem suscitado preocupação. A NASA afirmou que a erupção de um supervulcão é uma das maiores ameaças naturais à vida humana, “substancialmente maior do que a ameaça de um asteroide ou cometa”, revelou Brian Wilcox, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

Um estudo recente publicado na revista ‘Communications Earth & Environment’, de uma equipa da Oregon State University conduzido pelo professor associado Martin Danisik, deixou o alarme. “Erupções de supervulcões podem impactar o clima global a ponto de colocar a Terra num inverno vulcânico, que é um período anormalmente frio que pode resultar em fome generalizada e desorganização populacional”, explicou o cientista, que baseou a sua análise na última erupção de um supervulcão, no Lago Toba, na Nova Zelândia, que provocou “um gargalo genético na evolução humana”. Segundo o académico, a população humana diminui rapidamente, há 50 e 100 mil anos, para cerca de 3 e 10 mil indivíduos.

Existem cerca de 20 supervulcões na Terra e é expectável que aconteça uma erupção a cada 17 mil anos, embora no caso de Yellowstone o cenário seja diferente. “Yellowstone explode aproximadamente a cada 600.000 anos, e faz cerca de 600.000 anos desde que explodiu pela última vez, o que deve nos fazer sentar e prestar atenção”, frisou Brian Wilcox, da NASA.

Em Yellowstone, a câmara magmática tem agora 80 quilómetros de comprimento e 20 km de largura e a NASA pretende ‘resfriar’ o vulcão. Segundo estimativas, um aumento de 35% na transferência de calor seria necessário para que deixe de ser uma ameaça. Brian Wilcox explicou que a construção de um grande aqueduto para aumentar a quantidade de água no supervulcão foi descartada no início. “As pessoas não querem que a sua água seja gasta dessa forma. As pessoas estão desesperadas por água em todo o Mundo e, por isso, um grande projeto de infraestrutura, onde a única maneira de a água ser usada é para resfriar um supervulcão, seria muito controverso.”

Em vez disso, a equipa da NASA propôs-se perfurar até 10 km no supervulcão e bombear água em alta pressão, para resfriar o vulcão e, à saída, com temperaturas de aproximadamente 350º, poderia ser utilizada para gerar eletricidade. O projeto teria um custo estimado de aproximadamente 3.000 milhões de euros. “O mais importante é não causar danos. Se se perfurar o topo da câmara magmática e tentar arrefecê-la, isso seria muito arriscado. Tornaria a tampa sobre a câmara magmática mais frágil e propensa a fraturas.”



Comentários
Loading...