Subida do nível do mar ameaça 15% da população mundial a longo prazo, aponta estudo

As alterações climáticas têm alguns efeitos irreversíveis, como o degelo e a subida do nível do mar, consequência que ameaça cerca de 15% da população mundial, a longo prazo, avança o ‘La Vanguardia’.

Isto acontece porque uma parte das emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pelo homem se mantém na atmosfera durante centenas de anos, com potencial aquecimento.

A necessidade de reduzir as emissões é essencial para mitigar essas consequências, mas a humanidade terá que enfrentar ações de adaptação às alterações climáticas para se proteger dessa ascensão marinha.

No entanto, as políticas e ações de redução de emissões da maioria das nações não são acompanhadas pelas medidas de adaptação necessárias para enfrentar os riscos a longo prazo, de acordo com uma investigação realizada pelo grupo de cientistas Climate Central.

O relatório indica que um cenário de aquecimento sustentado com um aumento nas temperaturas de quatro graus levaria a uma subida do nível do mar de 10,8 metros nos próximos séculos, oque ameaça terras que atualmente abrigam cerca de 1 bilião de pessoas, ou seja, 15% da população mundial.

Haora (Índia), Xangai (China), Hanói (Vietname) e Daca (em Bangladesh) são as cidades do mundo mais expostas à submersão, segundo a pesquisa, que ilustra a necessidade de se planear o futuro das cidades costeiras.

O estudo, publicado na ‘Environmental Research Letters’, identifica os locais que podem ser salvos ou perdidos a longo prazo como resultado das ações climáticas adotadas atualmente.

O relatório alerta para uma certa imobilidade e denuncia o facto de que coletivamente parece que se pressupõe a inundação permanente e generalizada de muitas áreas desenvolvidas.

A análise revela que 50 grandes cidades do mundo, principalmente na Ásia, teriam que se defender de níveis sem precedentes de exposição à subida do nível do mar, correndo o risco de perder parcial ou totalmente áreas existentes.

Utilizando as mais modernas tecnologias que permitem ter dados globais sobre a elevação do mar e da população, o relatório mostra os impactos que teriam os cenários de altas emissões que levam a um aquecimento de quatro graus e a uma elevação média estimada do mar de 8,9 metros nos próximos 200 a dois mil anos.

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