Sondagem: CDS corre o risco de sair da Assembleia da República

Uma sondagem, realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica, apontou esta quinta-feira que o PS pode estar a três deputados de distância da maioria absoluta tão desejada por António Costa, de acordo com o melhor dos cenários. Mas mais surpreendente é a possibilidade de o CDS ‘abandonar’ a Assembleia da República.

O CDS corre o risco de sair da Assembleia da República, segundo a pesquisa, podendo, no máximo, conquistar dois lugares com os 2% das intenções de voto no partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos. Nas intenções diretas de voto, os centristas têm apenas 1%, tanto quanto o Livre, mas na distribuição de mandatos podem ficar prejudicados pela dispersão geográfica. A bancada hoje ocupada pelos centristas pode vir a ser tomada pelo Chega, que ascende a quarta força política no Parlamento, ombro a ombro com o BE – ambos alcançam 6% nesta sondagem, embora o Bloco tenha uma intenção direta de voto superior ao partido de André Ventura. No entanto, na estimativa de resultados eleitorais é o Chega que cresce, de 5% para 6%, podendo conquistar entre seis e 12 deputados, enquanto o Bloco terá um mínimo de oito lugares e um máximo de 12 (quando hoje tem 19 eleitos).

A pesquisa, realizada para o ‘Público’, ‘RTP’, e ‘RDP-Antena 1’ entre os dias 6 e 10 de janeiro, apontou que o PSD, liderado por Rui Rio, perdeu dois pontos percentuais nas intenções de voto, o que fez aumentar para 9 pontos a distância em relação ao PS, à semelhança do que se verificava em novembro passado. O PSD cai de 23% para 21% nas intenções diretas de voto, o que se traduz na descida de 32% para 30% na estimativa de resultados eleitorais, depois da redistribuição de indecisos e da exclusão da abstenção e não respostas. Já o PS mantém os 29% na intenção direta de voto, mas sobe um ponto, para 39%, na estimativa de resultados eleitorais em que se baseiam os resultados das sondagens.

No dia em que os líderes dos dois maiores partidos se confrontam no frente-a-frente televisivo, há um dado que importa ter em conta: na pergunta sobre quem seria o melhor primeiro-ministro, António Costa perde três pontos em relação à última sondagem (cai de 52% para 49%), enquanto Rui Rio sobe dois pontos, de 33% para 35%.

Com base nesta sondagem, o PS conseguirá obter um mínimo de 104 deputados e um máximo de 113, neste caso a três lugares da maioria absoluta no Parlamento, podendo fazer a “eco-geringonça” com o PAN e o Livre, como defendeu Rui Tavares. E mesmo no cenário dos 104 deputados continua a existir uma maioria de esquerda com o BE, CDU, Livre (elege um deputado em qualquer dos cenários) e PAN.

Já a CDU cai de 6% para 5%, podendo eleger apenas entre quatro e 10 deputados (quando em 2019 elegeu 12). Perto está a Iniciativa Liberal, embora o partido de João Cotrim de Figueiredo também tenha caído nesta última semana dos 5% para os 4%. Ainda assim, os liberais podem conquistar entre três e sete cadeiras no hemiciclo, de acordo com as estimativas do CESOP.

No fim da tabela surgem o PAN e o Livre, ambos a crescer nas intenções de voto. O PAN sobe de 2% para 3% nas estimativas face à semana passada, podendo conquistar entre dois e quatro deputados (em 2019 elegeu quatro), enquanto o Livre sobe para 2% nas estimativas, conseguindo uma cadeira mesmo no pior cenário.

Nas intenções diretas de voto há ainda 19% de indecisos, 5% de inquiridos que dizem que não irão votar e outros 5% que recusam responder – são estas franjas que são redistribuídas para fazer as estimativas dos resultados eleitorais –, e ainda outros 3% que dizem votar noutros partidos ou optam pelo voto em branco ou nulo.

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