Seca severa no Brasil ameaça exportação mundial de café e laranjas

O Brasil, o maior exportador mundial de café, açúcar e sumo de laranja, enfrenta atualmente um período de escassez de recursos hídricos, devido à falta de chuva no país, avança a ‘Bloomberg’.

Os solos estão secos e os níveis dos rios são baixos na região Centro-Sul do país, uma força motriz da produção agrícola. A seca é tão severa que os agricultores temem ficar sem as reservas de água que ajudam a manter as plantações vivas nos próximos meses, durante a estação seca do país, colocando em risco as exportações mundiais.

Os agricultores receiam cada vez mais que as laranjeiras e as plantas de café acabem por murchar, devido a esta escassez. Se mesmo as áreas irrigadas não conseguirem obter água suficiente, a produção de café e laranja do Brasil pode cair pelo segundo ano consecutivo.

A produção de laranjas no Brasil encolheu 31%, sendo a maior redução em 33 anos, e a produção de café arábica, um tipo de alta qualidade usado por redes como a Starbucks, também está a cair drasticamente.

As chuvas foram desastrosamente baixas em muitas áreas de São Paulo e Minas Gerais de janeiro a abril, adianta a ‘Bloomberg’. As áreas mais atingidas receberam menos da metade da precipitação normal, num momento crítico em que as plantações de café precisam de humidade para crescer. Este é também um período em que o solo armazena água para enfrentar a estação seca, o que foi difícil de acontecer.

Embora um período de seca seja normal para esta altura do ano no Brasil, espera-se que dure mais do que o previsto, aumentando as preocupações. As chuvas regulares devem regressar ao país entre outubro e novembro, em vez de setembro, segundo Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia, citado pela ‘Bloomberg’.

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