Seca põe em risco agricultura e qualidade da água. Se não chover podem surgir “problemas de “saúde pública”

A falta de água que está a assolar Portugal tem tido cada vez mais consequências, nomeadamente na agricultura e na qualidade da água, que podem ser fortemente prejudicadas, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Segundo a mesma publicação, que cita dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a 17 de janeiro 14 albufeiras estavam abaixo de 40% do seu volume total.

Já no que diz respeito às águas subterrâneas, os níveis observados este mês em 148 pontos de 26 massas de água subterrânea são, “na generalidade, inferiores às médias mensais”, sendo a situação mais grave no Alentejo e Algarve, escreve o ‘JN’.

Apesar de, segundo a APA, “neste momento não existir qualquer risco de garantia no abastecimento público”, os efeitos já se notam na agricultura.

“Muitos produtores já gastaram mais do dobro do que previam na suplementação dos animais”, refere ao ‘JN’ António Luís Palma, presidente da Associação Nacional dos Pequenos e Médios Agricultores.

Para além disso, se a situação não se inverter, a qualidade da água vai agravar-se, podendo surgir “problemas de saúde pública”, segundo Rui Cortes, investigador na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Segundo o responsável, se não chover em fevereiro e março, é preciso ter em atenção a “qualidade da água”, para não surgirem problemas de “saúde pública”, isto porque, “a diminuição nas albufeiras e caudais dos rios leva, geralmente, a um “aumento da eutrofização” (excesso de matéria orgânica)”, explica.

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