Ensaio SEAT Ateca: versatilidade e liberdade são as mensagens que melhor o definem

Jorge KM Farromba

Diz a Seat que “O SUV Ateca personifica a versatilidade e a liberdade” e, talvez seja esta a mensagem que melhor o define.
Exteriormente muito próximo dos seus irmãos de gama, com a típica grelha SEAT e a assinatura luminosa full-led, o ATECA respira atualidade clássica, num desenho “germânico” feito de linhas simples e fluídas sem grandes traços no desenho que depois cansam passado uns meses. Na lateral ainda mais se sente esse desígnio com um vinco que percorre toda esta zona e lhe assegura a robustez necessária, tão patente para quem compra um automóvel.

No interior, e mais uma vez, a SEAT aposta na qualidade. Bons materiais, boa qualidade de construção e atenção aos detalhes. Volante pequeno com boa pega (aquecido – e que deu imenso jeito na montanha gélida), bancos elétricos e aquecidos com o correto apoio lateral e forrados com pele e alcântara. Bom espaço interior tanto à frente como atrás e boa capacidade de bagageira (suficiente para uma família de 4 pessoas).

Ao volante torna-se fácil a interação com o painel de instrumentos pela ampla possibilidade de parametrizações deste, pelo interface do ecrã central mas sobretudo pela usabilidade de ambos. E, pode parecer um lugar comum, mas o interface utilizado nos automóveis tem de ser clean, ergonómico e com boa usabilidade, dado que a condução vive da interação do condutor com a estrada e com pequenos segundos de interação com o ecrã central e painel de instrumentos, pelo que esta interação tem/deve ocorrer de modo simples, rápida e efetiva.

Possuidor de 4 modos de condução (Eco, normal, Sport e Individual), em todos, a caixa de automática de velocidades com patilhas no volante, atua em conformidade. Simples, rápida e efetiva! Na minha interação com o Seat, somente utilizei por duas ou três vezes o modo Sport – mais acutilante e mais reativo – o ECO e normal são mais que suficientes para uma utilização comum.

Em termos do comportamento em estrada, estamos em presença de um SEAT, ou seja, um modelo parametrizado para balancear comportamento, conforto e eficácia, num produto que dá prazer conduzir, ainda por cima ajudado pela plêiade de sistemas de segurança (ângulo morto, saída involuntária de faixa de rodagem, travagem de emergência…). Sem dúvida que deveria existir por parte dos governos um maior apoio para a renovação do parque automóvel por viaturas similares a esta, bem mais seguras, ativa e passivamente e, geradoras por isso de menores acidentes e menor recurso ao SNS e a tempos de improdutividade nas empresas.

Preço final 38.000€
Consumo realizado: 8.4l (com predominância de estrada de montanha e cidade)

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