Rússia vai recuperar lojas soviéticas exclusivas para captar moeda estrangeira devido às sanções

A Rússia vai introduzir lojas isentas de impostos para vender produtos ocidentais importados a diplomatas em troca de moeda estrangeira – uma ideia replicada do período da União Soviética, através das famosas lojas de beryozka, um símbolo de privilégio oficial durante a escassez diária da era soviética.

Essas lojas seletivas venderão produtos importados que são cada vez mais difíceis de encontrar em lojas russas comuns, já que as marcas estrangeiras têm deixado o país devido à guerra na Ucrânia. Está previsto abrirem no outono e entre os produtos que podem ser vendidos estão álcool e tabaco, além de joias, cosméticos, perfumes e doces. De acordo com o portal russo ‘Mediazona’, telefones e relógios também serão vendidos.

Mas essas lojas não serão para todos. Para efetuar a compra, os visitantes devem apresentar um documento oficial que comprove que são diplomatas estrangeiros, funcionários de uma entidade internacional ou familiares. Os pagamentos serão feitos em dólares e euros: como nas lojas beryozka soviéticas, espera-se que essas lojas sejam usadas para capturar moeda estrangeira num momento de isolamento financeiro e por entre um êxodo contínuo de marcas.

Mas, para alguns analistas, sobretudo servirá para legitimar indiretamente a ‘exportação paralela’ com a qual a Rússia se esquiva de algumas sanções, importando marcas que deixaram o país recorrendo a terceiros países. O papel direto do Estado também regressa desta forma: essas lojas serão da propriedade de uma empresa criada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia e outra entidade escolhida em concurso.



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