Rússia monitoriza “de perto” pedido de adesão da Ucrânia à NATO e lembra que foi um dos motivos da invasão

Um dos motivos pelos quais a Rússia iniciou a chamada “operação militar especial” na Ucrânia foi justamente as aspirações de Kiev de se juntar à NATO, garantiu esta segunda-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

“Foi a orientação da Ucrânia em relação à NATO e a confirmação da futura adesão da Ucrânia à NATO que se tornou uma das razões para a operação militar especial”, referiu Peskov, segundo a agência de notícias russa ‘TASS’, comentando o pedido “acelerado” do presidente ucraniano para ingressar na NATO.

Segundo Peskov, as autoridades russas estão a acompanhar “com muita atenção” a situação da possível união da Ucrânia à aliança atlântica, ainda mais depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter solicitado na semana passada em resposta à anexação das quatros regiões da Ucrânia por parte da Rússia.

O representante russo lembrou que os Estados-membros não estão totalmente de acordo quanto à entrada rápida da Ucrânia e que apelaram à “regra do consenso”. “Há países que apoiam esta opção de entrada acelerada e há países que não a apoiam”, concluiu.

O pedido de adesão à NATO da Ucrânia já mereceu a aprovação de nove membros europeus da aliança atlântica – República Checa, Estónia, Letónia, Lituânia, Macedónia do Norte, Montenegro, Polónia, Roménia e Eslováquia emitiram um comunicado conjunto no qual prestaram o seu apoio à Ucrânia “na sua defesa contra a invasão da Rússia”, encorajando os restantes aliados “a aumentar substancialmente a sua ajuda militar à Ucrânia”.




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