Rússia ameaça presença de americanos na guerra na Ucrânia: “Consequências internacionais sérias e imprevisíveis”

O Governo russo alertou, esta quinta-feira, para os perigos da participação de cidadãos americanos nas “hostilidades” na Ucrânia e afirmou que tal acontece “em conluio com a Casa Branca e com os serviços de Inteligência dos Estados Unidos”.

“Estamos a falar das atividades da Embaixada da Ucrânia em Washington, contrárias à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, para o recrutamento de combatentes para a chamada Legião Internacional das Forças de Defesa Territorial da Ucrânia”, acusou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, , disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que destacou que o “conluio” das autoridades americanas “é mais uma prova de que Washington não está interessado em resolver a crise na Ucrânia mas, pelo contrário, procura aumentar o conflito, procurando uma derrota estratégica da Rússia”.

“Exigimos fortemente que os Estados Unidos ponham fim a essas atividades da missão diplomática ucraniana, que não apenas representam uma ameaça direta à vida e segurança dos cidadãos americanos e contradizem abertamente o seu estatuto diplomático mas também ameaçam consequências internacionais sérias e imprevisíveis”, argumentou.

Na passada 3ª feira, o Departamento de Estado americano confirmou a morte em combate na Ucrânia de um segundo americano, depois de terem sido capturados dois soldados americanos nos arredores da cidade ucraniana de Kharkov, que estão no território da autoproclamada República Popular de Donetsk.

Por seu lado, a presidência russa salientou que um acordo de paz com a Ucrânia só é possível “se a Ucrânia cumprir todos os pedidos” apresentados por Moscovo após o início da invasão, desencadeada em 24 de fevereiro por ordem do presidente russo, Vladimir Putin. “Em relação ao plano de paz, é possível que a Ucrânia atenda a todos os pedidos do lado russo”, disse o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, que ressaltou que Kiev “sabe muito bem” quais são esses pedidos, segundo a agência de notícias russa Interfax.

Por último, o porta-voz do Kremlin garantiu que Moscovo está a supervisionar o uso de armas entregues a Kiev pelos países ocidentais. “Gravamos cuidadosamente todos os episódios do uso dessas armas. Se alguma dessas armas chegar às linhas de frente e não for destruída pelo nosso exército, analisaremos como elas são usadas”, finalizou.

Ler Mais


Comentários
Loading...