Rodolfo Florit, SEAT: “O novo Ibiza 1.0 TSI coloca-nos numa posição muito forte”

A SEAT acaba de lançar em Portugal a nova geração do subcompacto Ibiza (foto), o modelo de maior sucesso na história da marca. Estreando a mova plataforma do Grupo Volkswagen MQB A0 para os modelos do segmento B, o novo Ibiza aposta no design, nos motores e em tecnologias até agora reservadas a categorias superiores, para se impor no mais importante segmento do mercado português.

Rodolfo Florit, 43 anos, Diretor-Geral da SEAT Portugal desde 1 de setembro do ano passado, revela estratégia da marca para reforçar o sucesso deste novo modelo.

Foto: SEAT

O que é que a SEAT Portugal pode esperar deste novo Ibiza?

É a renovação de um dos grandes pilares da marca e de grande relevância no mercado português. O que esperamos é conseguir melhorar a nossa presença no mercado, em volume, sobretudo no canal de retalho, de clientes privados, porque é um carro que vai seguramente ter grande sucesso neste canal.

A aposta no motor 1.0 TSI é por essa aposta no canal particular?

Sim, estamos a seguir um consumidor que está gradualmente a trocar os motores diesel por gasolina, sobretudo nos segmentos de mercado mais populares, como o do Ibiza. Há uma tendência clara na Europa nesse sentido, e também já a estamos a notar em Portugal, embora de forma mais ligeira. Acontece por uma questão de preço, mas também por que os motores gasolinas estão cada vez mais eficientes

O motor 1.0 TSI permite-nos ter uma posição competitiva muito forte, no que é um dos segmentos de maior volume do mercado português.

O anterior Ibiza fazia a maioria das vendas com o nível de equipamento de topo FR. Contam manter esse mix com o novo modelo?

Achamos que isso vai manter-se e apostamos em continuar a vender o Ibiza muito bem equipado.

O Leon é praticamente novo, o Ibiza acaba de chegar ao mercado, o SUV Ateca é um sucesso e vem aí, mais para o final do ano, o mini SUV Arona Com este portfolio, até onde pode chegar a SEAT em Portugal?

Ambicionamos aumentar a nossa presença no mercado, a nossa quota, com esta ofensiva. Mas as quotas dependem do que irão fazer os nossos rivais e são por isso um tema de importância relativa. Estamos interessados em manter um negócio limpo, correto e sustentável e economicamente viável e por isso olhamos mais para um objetivo em termos de valor absoluto e de rentabilidade, e não em termos de quota.

Isso significa que vão apostar menos nos canais menos lucrativos, como o rent-a-car e as frotas?

O rent-a-car e as frotas são partes importantes do mercado e queremos manter uma posição em ambos, mas onde queremos crescer é claramente no canal de particulares, que é onde estão as maiores margens de negócio.

 

 





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