Rio garante que em caso de derrota não entra na lista de deputados. “Se perder diretas acaba aqui. É ponto final, parágrafo”

O atual líder do PSD e também candidato a um novo mandato, garantiu que se for derrotado nas eleições diretas do partido, que acontecem este sábado, não volta a entrar nas listas de deputados, colocando um “ponto final” no assunto.

Em entrevista à ‘Renascença’, o responsável foi questionado se manteria o seu nome na lista de deputados, mesmo perdendo as eleições do PSD e a sua resposta foi perentória.

“Não. Se eu perder as diretas acaba aqui. Acaba no congresso porque não fujo às responsabilidades. Mas depois é um ponto final parágrafo”, garantiu o líder social democrata.

Rui Rio considera que tem “mais apoio dos portugueses” do que Rangel, mas isso não lhe dá confiança extra na vitória, até porque o seu rival, diz, “tem mais apoio no aparelho do PSD”.

“Não sou fanfarrão, não venho para aqui dizer que está ganho. Nós temos três patamares, um são os portugueses, outro os militantes e o terceiro o aparelho do PSD”, referiu.

Segundo o responsável, “é notório que eu tenho muito mais apoio nos portugueses e que Paulo Rangel tem mais apoio no aparelho do PSD. No meio ficam os militantes e na prática o que este resultado vai dizer é se a maioria dos militantes está mais ligada aos portugueses ou ao aparelho partidário”, afirma à ‘Renascença’.

Ainda assim, Rio admite que “o aparelho partidário não se revê na política que eu faço, eu estou muito mais próximo do pensamento dos portugueses do que das preocupações da vida interna do partido. Não é por acaso que não há uma sintonia entre os partidos e os portugueses”.

E apesar de estar a concorrer para líder do PSD, Rio diz que isso não lhe interessa “se eu não tiver a simpatia dos portugueses”, porque “a seguir chego a 30 de janeiro (legislativas) e não ganho”. 

“Se o PSD não votar no candidato que os portugueses mais querem, não interessa para nada. Eu tenho de conquistar os portugueses e depois os militantes têm de decidir se querem ir com os portugueses ou não”, conclui

 

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