Regime que incentiva médicos a trabalhar em zonas mais carenciadas tem cada vez menos adesão

São cada vez menos os médicos que aderem ao regime de incentivos para que aceitem trabalhar em hospitais e centros de saúde com carências de profissionais, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Segundo a mesma publicação, em 2019 aderiram 358 médicos. Por sua vez em 2020 o número baixou para 313 e novamente para 263 até julho deste ano, o que mostra uma tendência de descida cada vez maior.

Só este ano, abriram 200 novas vagas, que poderão ser preenchidas até dezembro. Dessas, nove foram pedidas por Trás-os-Montes, que aprova a existência do regime, adianta o jornal.

O Ministério da Saúde, escreve o ‘JN’, admite que existe um problema, tendo inclusive a ministra da Saúde, Marta Temido, dito que iria melhorar os benefícios dados a quem queira trabalhar em zonas carenciadas, prometendo a retoma do regime de exclusividade.

No entanto, segundo os sindicatos, até ao momento são apenas promessas que ainda não foram cumpridas. Por exemplo, no caso dos  incentivos à mobilidade geográfica para zonas carenciadas, o acréscimo salarial é dado durante seis anos, mas apenas durante o ano 2021.

Isto porque, explica o jornal, o Governo optou por inscrever a melhoria no Orçamento do Estado para este ano, pelo que caduca quando entrar em vigor o de 2022 – que poderá, ou não, renovar a benesse. Se não a renovar, o acréscimo voltará a ser dado durante três anos.

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