Referendo de união entre a Rússia e Ossétia do Sul marcado para 17 de julho

As autoridades da região separatista georgiana pró-russa da Ossétia do Sul anunciaram nesta sexta-feira que vão organizar um referendo a 17 de julho sobre a sua integração na Rússia. O ‘presidente’ Anatoly Bibilov “assinou um decreto para a realização de um referendo na República da Ossétia do Sul”, segundo pôde ler-se no comunicado, que aludiu à “aspiração histórica” dos habitantes desta região da Geórgia em aderir à Rússia, da qual é limítrofe.

A Ossétia do Sul esteve no centro da guerra russo-georgiana em 2008, após a qual o Kremlin reconheceu o território – junto com outra região separatista, a Abkhazia – como um estado independente e estacionou bases militares lá.

O anúncio do referendo chegou no 79º dia da campanha militar da Rússia na Ucrânia, com milhares de mortos e mais de seis milhões de pessoas a fugir do país. As regiões separatistas da Ucrânia de Donetsk e Lugansk também manifestaram interesse em se juntar à Rússia. Os referendos, segundo denunciou esta sexta-feira um responsável ucraniano, estariam marcados para 11 de setembro.

A Geórgia denunciou anteriormente como “inaceitáveis” os planos da Ossétia do Sul de realizar um referendo sobre a adesão à Rússia. Em agosto de 2008, a Rússia lançou um ataque contra a Geórgia, que estava a lutar contra a milícia pró-Rússia na Ossétia do Sul, depois de bombardear algumas aldeias georgianas. Os combates terminaram cinco dias depois com um cessar-fogo mediado pela União Europeia, mas custou mais de 700 vidas e deslocou dezenas de milhares de georgianos étnicos.



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