PS quer proibir carros ao ralenti em defesa da saúde e do ambiente

O Partido Socialista quer que o Governo proíba os carros que estão desnecessariamente ao ralenti, ou seja, parados, mas com o motor a trabalhar, em defesa da saúde e do ambiente, avança a ‘TSF’.

Segundo a mesma publicação, a proposta já deu entrada no Parlamento e baseia-se sobretudo em estudos realizados nos EUA, que mostraram que esta prática está na origem de 2% dos gases com efeito de estufa dos automóveis.

“Sabemos que às vezes estas situações ocorrem em sítios muito concentrados das cidades, nomeadamente à porta das escolas, diminuindo a qualidade do ar”, explica Miguel Matos, deputado socialista, citado pela ‘TSF’.

Desta forma, acrescenta o responsável, “procuramos assegurar que o Governo estude a adoção do regime em vigor em vários países” como o Reino Unido, França, Bélgica ou Alemanha, mas também em alguns estados norte-americanos.

A ideia, explica, é “proibir a paragem ao ralenti, com um conjunto alargado de exceções em que se justifica ter os carros parados com o motor ligado, mas para assegurar que esta prática, que é insustentável, que piora a qualidade do ar e que afeta a saúde das pessoas, é efetivamente combatida”.

O responsável detalha ainda situações em que os condutores estão simplesmente parados sem desligar os carros, nomeadamente à porta das escolas. “Essa é uma situação que nos preocupa, com consequências para a saúde e aprendizagem dos jovens em Portugal e por todo o Mundo”, defende, citado pela estação.

“O tempo máximo permitido para o ralenti varia entre 3, 5 e 10 minutos no espaço de quaisquer 60 minutos, prevendo em cada caso um conjunto de exceções para situações que possam justificar o ralenti”, pode ler-se na proposta parlamentar a que a ‘TSF’ teve acesso.

Entre as exceções que “devem ser consideradas”, estão, segundo os socialistas, por exemplo, os veículos parados devido a congestionamento em autoestrada, num sinal de trânsito ou por ordens das autoridades.

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