Processo de extradição de Rendeiro alvo de sabotagem, denuncia advogada

June Marks, advogada do ex-banqueiro, João Rendeiro, disse esta terça-feira que houve sabotagem no seu processo de extradição, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, a responsável referiu que o processo de extradição de João Rendeiro, preso há mais de um mês na África do Sul, está em risco.

O processo, que estava mal selado, ainda não foi devolvido pelo Ministério Público da África Sul a Portugal, devido à oposição da defesa de João Rendeiro, sublinhou a advogada.

“O documento não está autenticado de acordo com nossa lei e, como tal, é inválido e não pode ser usado. Não é possível corrigir um documento autenticado. Isto é a África do Sul. A nossa lei é diferente”, afirmou, citada pelo jornal.

A defesa disse ainda que na quinta-feira, dada da próxima audiência, vai alegar pela primeira vez em tribunal, no que diz respeito a esta questão. “Contestamos a validade dos documentos e podemos tentar intimar os procuradores portugueses a explicar esta questão”, adiantou.

June Marks sublinhou também que vai apresentar uma “oposição agressiva” na audiência de quinta-feira. “Pretendo combater a extradição com todos os meios possíveis. Na verdade, eu não acho que eles vão gostar de mim”, concluiu.

Recorde-se que o ex-banqueiro foi preso na manhã do dia 11 de dezembro em Durban, KwaZulu-Natal, África do Sul, por agentes do Bureau Nacional de Crime (NCB) da Interpol, em Pretória.

Condenado a 28 de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por crimes de burla qualificada, estava no estrangeiro e em parte incerta, fugido à justiça.

A 17 de dezembro de 2021, Rajesh Parshotam rejeitou libertar João Rendeiro sob caução, como pedia a defesa, pelo que o antigo presidente do BPP permanece em detenção provisória ao abrigo da convenção europeia de extradição de que Portugal e África do Sul são signatários.

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