Presidente do Parlamento apela aos deputados russos para se juntarem à guerra na Ucrânia

O presidente da Duma, ou Câmara Baixa russa, Vyacheslav Volodin, pediu aos deputados do país que cumpram os requisitos da mobilização parcial decretada pelo presidente russo Vladimir Putin para participar na campanha militar do país na Ucrânia. “Aqueles que satisfazem os requisitos de mobilização parcial devem ajudar”, referiu Volodin, numa publicação na rede social ‘Telegram’.

“Não há proteção para os deputados”, acrescentou o responsável politico, tido como um aliado de Putin, que deu como exemplo Adam Alimkhanov, deputado da Duma pelo partido Rússia Unida, o partido do Kremlin, que está “no Donbass desde o início” da campanha militar, a liderar os voluntários chechenos, além dos deputados Dmitri Sablin, Victor Vodolatsky e Akhmed Dováev.

Volodin garantiu ainda, na mesma publicação, que as tropas russas na Ucrânia estão a lutar contra as forças da NATO. “Na Ucrânia há treinadores da NATO, mercenários de países da NATO, tecnologia, armas e munições da NATO”, apontou, acrescentando que havia mil quilómetros de linha da frente para defender.

Num comunicado televisivo esta quarta-feira, Putin ordenou uma convocação parcial de reservistas para reforçar as suas forças na Ucrânia depois de estas terem sofrido uma série de reveses nos campos de batalha ucranianos. O número total de reservistas a serem convocados pode chegar aos 300 mil, segundo o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu.




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