Pfizer processa antiga funcionária por suposto roubo de documentos da vacina contra a Covid-19

A multinacional farmacêutica Pfizer está a processar judicialmente um dos seus funcionários por alegadamente ter roubado documentos confidenciais, incluindo diversos relacionados com a vacina contra a Covid-19, enquanto se preparava para assumir um cargo numa empresa concorrente, segundo revelou esta quinta-feira o jornal britânico ‘The Independent’.

A Pfizer acusou Chun Xiao Li de apropriação indébita de segredos comerciais, quebra de contrato, conversão e invasão de bens móveis e procura uma ordem judicial para ter acesso à conta pessoal de Li no Google Drive. Na reclamação apresentada na passada 3ª feira no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Califórnia, em San Diego, a farmacêutica alegou que antiga diretora-associada de estatísticas, Chun Xiao Li, violou o acordo de confidencialidade da empresa depois de ter feito o download de mais de 12 mil ficheiros do “seu labtop, fornecido pela Pfizer, para uma conta pessoal do Google Drive e outros dispositivos pessoais”.

Os alegados documentos roubados referem-se a “várias vacinas, medicamentos e outras inovações da Pfizer”, incluindo sua vacina contra a Covid-19 e anticorpos monoclonais avelumabe e elranatamabe. A empresa americana desenvolveu em conjunto a vacina com a BioNTech e terá investido cerca de 2 mil milhões de dólares no desenvolvimento da vacina, segundo pôde ler-se no processo judicial.

A Pfizer alegou que Li estava a deixar a empresa após 15 anos de serviço para trabalhar na Xencor, uma empresa concorrente de estágio clínico com sede na Califórnia e que se concentra em tratamentos para o cancro e doenças autoimunes.



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