Pegasus: 14 líderes mundiais vigiados eletronicamente pela empresa israelita NSO

O banco de dados que foi tornado público através do projeto Pegasus inclui os números de telemóvel do presidente francês, Emmanuel Macron e de outros 13 chefes de estado e de governo, avança o ‘The Guardian’

O jornal continua a divulgar a lista de personalidades que fazem parte da rede gigantesca de vigilância eletrónica da empresa israelita NSO, que inclui também o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, para além de diplomatas, chefes militares e altos políticos de 34 países.

Outro dos nomes que consta nessa lista é o de Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como de Charles Michel, presidente do Conselho Europeu.

Ainda assim, o jornal ressalva que o facto de os números constarem dessa mesma lista de vigilância eletrónica da NSO, não significa que tenham sido objeto de uma tentativa de fraude.

A NSO sublinhou que o banco de dados “não tem relevância” para a empresa e que no caso concreto de Macron, este não era um “alvo” de nenhum dos seus clientes, negando que o líder francês tenha sido selecionado para ser vigiado pelo Pegasus.

Ainda assim, adianta o ‘The Guardian’, acredita-se que a lista seja indicativa de indivíduos identificados como pessoas de interesse por clientes governamentais da NSO, uma vez que inclui pessoas que mais tarde foram alvo de vigilância, de acordo com análises feitas aos seus telemóveis.

A NSO insiste que exige que os seus clientes governamentais utilizem apenas as suas poderosas ferramentas de espionagem para investigações legítimas de terrorismo ou crime.

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