Pandemia acelera na Europa. Da Rússia ao Reino Unido, conheça os países afetados

Quando se pensava que o vírus estava a desaparecer, eis que volta a ressurgir na Europa, afetando agora os países de Leste, como a Rússia, mas também o Reino Unido.

A Rússia voltou a registar um novo recorde de mortes – mais de mil em 24 horas – levando as autoridades da capital a anunciar uma quarentena para os mais velhos, que deve durar nos próximos quatro meses, de forma a protegê-los da doença viral.

Na Roménia, regista-se uma morte a cada cinco minutos, havendo também um novo recorde de casos: 19 mil novos infetados e 574 mortes, em 24 horas. Isto acontece numa altura em que mais de um terço da população está vacinada.

Segue-se a Polónia onde o número de novos casos diários de covid-19 aumentou quase 85% numa semana, mesmo com metade da população vacinada contra a doença viral. Na segunda-feira o país registou um novo máximo diário.

Há ainda a Letónia, onde o primeiro-ministro anunciou o encerramento de escolas, restaurantes e locais de entretenimento durante um mês, numa altura em que se atinge um novo pico de casos de Covid-19. A taxa de vacinação é uma das mais baixas da Europa.

Também a Eslováquia enfrenta uma nova vaga de infeções, tendo atingido o número mais elevado de novos casos desde meados de março. A situação levou à imposição de novas restrições em parte do território, como o encerramento de restaurantes.

Já o Reino Unido está novamente em alerta depois de 210 mil alunos ingleses estarem em quarentena em casa e cerca de metade terem testado positivo para a Covid-19. A taxa de óbitos por milhão de habitantes (800) é três vezes superior à registada em França, Alemanha ou Itália.

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, acredita que “no próximo ano vamos estar livres da pandemia, mas não da covid”. Ou seja, explicou, vamos passar para “uma situação endémica”, em que teremos “de aprender a viver com a covid-19, como estamos a fazer com a gripe”.

Um dos cenários que lhe parece possível é que a vacina contra a covid-19 venha a integrar os planos de vacinação e seja dada uma vez por ano, para garantir imunidade. “Não sabemos ainda, temos de olhar para os indícios, mas este é um dos cenários mais prováveis”, estimou.

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