Orbán garante que a Hungria vai manter veto ao plano de ajuda financeira da UE à Ucrânia

O primeiro-ministro da Hungria garantiu esta sexta-feira que vai continuar a opor-se ao plano da União Europeia de fornecer um pacote de ajuda de 18 mil milhões de euros à Ucrânia, uma posição que promete extremar as tensões entre o bloco europeu e o Governo nacionalista da Hungria.

Em entrevista à rádio estatal, o primeiro-ministro Viktor Orbán reconheceu que a Ucrânia precisa de ajuda para pagar o funcionamento dos serviços essenciais, mas enfatizou que iria manter o veto ao plano da União Europeia de empréstimos conjuntos para financiar o apoio financeiro.

“A questão é como ajudar a Ucrânia”, explicou Orbán. “Uma proposta diz que devemos usar os orçamentos dos Estados-membros da UE para contrair novos empréstimos e usar esse dinheiro para dar à Ucrânia. Não somos a favor disso porque não queremos que a União Europeia se torne uma comunidade de Estados endividados em vez de uma comunidade de Estados-membros cooperantes.”

Orbán propôs ainda que cada um dos 27 Estados-membros da UE usasse o seu próprio orçamento para fornecer assistência à Ucrânia através de acordos bilaterais. “Não aceitaremos o outro plano, não vamos consentir e sem nós ele não existirá”, prometeu. Orbán indicou que a Hungria estaria disposta a fornecer à Ucrânia entre 144 e 168 milhões de euros do seu próprio orçamento, uma quantia que garantiu que não prejudicaria fundamentalmente os interesses nacionais da Hungria.




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