“Onda de contestação” dos professores chega esta manhã a Évora: concentração está marcada para a Praça do Giraldo

Lisboa, Aveiro, Beja, Braga e Bragança, Castelo Branco e Coimbra foram as capitais de distrito que já receberam os primeiros dias da greve de professores por distritos, a onda de protesto convocada por uma plataforma de oito organizações sindicais, e que chega esta quarta-feira a Évora. Depois da cidade alentejana, seguem-se Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, terminando no Porto a 8 de fevereiro.

Em cada distrito, no dia da greve, as organizações que a convocam apelam aos professores e educadores em luta para que se concentrem às 11 horas numa das principais praças da cidade capital de distrito. No local, será distribuída informação à população sobre as razões da luta dos professores, será pedida assinatura num postal de solidariedade com os professores em luta e serão divulgadas as primeiras informações sobre a adesão à greve no distrito.

Recorde o programa:

– hoje: Évora, Praça do Giraldo

– amanhã: Faro, Largo do Mercado

– 27 de janeiro: Guarda, Praça do Município

– 30 de janeiro: Leiria, Largo do Papa

– 31 de janeiro: Portalegre, Praça da República

– 1 de fevereiro: Santarém, Largo do Seminário

– 2 de fevereiro: Setúbal, Praça do Bocage

– 3 de fevereiro: Viana do Castelo, Praça do Município

– 6 de fevereiro: Vila Real, Avenida Carvalho Araújo

– 7 de fevereiro: Viseu, Rossio

– 8 de fevereiro: Porto, Praça D. João I

Em comunicado, as associações sindicais alertaram que, esta quarta-feira, “os professores e educadores do distrito de Évora irão concentrar-se na Praça do Giraldo, às 10h30, onde distribuirão à população um manifesto com as razões da sua luta e recolherão assinaturas de solidariedade com a luta dos professores”.

Assim, “os professores e educadores concentrar-se-ão à porta da Escola Sede dos seus agrupamentos, a partir das 8 horas, deslocando-se depois para a Praça do Giraldo”, finalizou.

Esta terça-feira, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) avisou que está criada “uma onda de contestação” que continuará a crescer se o Governo não valorizar a classe docente.

“Aquilo que os professores neste momento sabem é que está criada uma onda de contestação de tal ordem que, ou o Governo percebe que tem de valorizar os professores, respeitar os professores e dignificar a nossa profissão, ou a luta vai continuar porque ninguém vai parar uma onda destas e nós vamos continuar a ajudar a onda a crescer”, afirmou Mário Nogueira, em Coimbra.

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