Omicron: Contágios aumentam exponencialmente mas períodos de quarentena diminuem. Faz sentido?

Na última quinta-feira, dia 30 de dezembro, a Grécia foi o primeiro país da Europa a alterar as regras do período de isolamento dos infetados com Covid-19. Dos habituais 10 dias os infetados passaram a 5 dias de isolamento obrigatório.

O Reino Unido, por exemplo, reduziu de 10 para 7 dias esse mesmo período, tal como Espanha e Irlanda. Por seu lado, Itália eliminou a quarentena em situações de contatos próximos caso a pessoa esteja vacinada.

Percebe-se que diferentes países estão a adotar diferentes abordagens na luta contra a variante Omicron que, já se sabe, é mais contagiosa do que as anteriores, mas também, ao que tudo indica, menos grave.

Na verdade, assiste-se a uma tentativa de não descurar de forma nenhuma o avanço da Omicron na linha de contágio alargado, mas de tentar também não voltar a parar a Economia. E nesse sentido, face aos elevados números de contágio por Omicron, muitos países europeus temem enfrentar problemas de mão de obra nos principais setores da Economia, em especial da Saúde.

Estas tomadas de decisão são sempre feitas de acordo com as autoridades sanitárias de cada país, com base na Ciência e em estudos efetuados até à data com as diferentes variantes da Covid-19 como, por exemplo, a Alfa e a Delta.

No caso de Portugal, o período de isolamento das pessoas infetadas com covid-19 assintomáticas e dos contactos de risco também passou de 10 para 7 dias. “A redução do período de isolamento para sete dias dos infetados com SARS-CoV-2 assintomáticos e dos contactos de risco permitirá ‘o equilíbrio’ entre o confinamento seguro e o retorno mais precoce à vida normal, considerou a Diretora-Geral da Saúde.

Em declarações à agência Lusa, Graça Freitas explicou que a decisão de reduzir de 10 para sete dias o período de isolamento nestas duas situações foi tomada por um grupo de especialistas tendo em conta a variante Ómicron, que tem características diferentes das outras variantes, sobretudo, disse, ‘se a compararmos com a que estava dominante até há pouco tempo que era a Delta’.”, pode ler-se no site da DGS.

O poder da vacinação

Apesar de mais contagioso, os efeitos negativos da Omicron são bastante mais leves e o segredo, tudo indica, está na vacinação. Um estudo recente realizado nos Estados Unidos, que também anunciaram recentemente um novo período de isolamento de 5 dias para pessoas infetadas assintomáticas, verificou que, entre as pessoas vacinadas, o tempo médio para o organismo eliminar a infeção através das as variantes Alfa e Delta, é de 5, 5 dias contra 7,5 dias entre as pessoas não vacinadas.

Mas há também vozes contra estas reduções do período de isolamento sem serem obrigatórios os testes: “Ao não incluir um requisito de teste, teremos muitas pessoas infetadas na força de trabalho transmitindo o vírus a outras pessoas – aumentando ainda mais os riscos para a saúde pública e prováveis ​​interferências económicas”, escreveu o diretor do Instituto de Saúde Global de Yale, Saad Omer, no Twitter.

Os benefícios do uso da máscara continuam intocáveis e com muitos países, como por exemplo França, a tornarem obrigatória a sua utilização, inclusive em crianças com mais de 6 anos.

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