“Ocidente vai unir-se para lutar pela democracia”: Reino Unido adverte os “agressores globais” Putin e Xi Jinping

O Reino Unido alertou esta sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, que o Ocidente vai unir-se para lutar pela democracia contra ditaduras que estão mais ousadas do que em qualquer outro momento desde a Guerra Fria.

Na Austrália, a secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, garantiu que a Grã-Bretanha e os seus aliados no “mundo livre” devem responder juntos às ameaças globais, aprofundar os laços com as democracias no Indo-Pacífico e “enfrentar os agressores globais” que usam a dependência económica para tentar atingir as suas pretensões.

Liz Truss, assim como o secretário de Defesa da Grã-Bretanha, Ben Wallace, reuniram-se com os seus colegas australianos em Sydney para as consultas ministeriais anuais entre os dois países, no qual foi discutido o acordo para a Austrália adquirir submarinos nucleares.

Numa declaração conjunta, os ministros expressaram preocupação com o aumento militar da Rússia na fronteira com a Ucrânia e o “seu apoio absoluto à soberania e integridade territorial da Ucrânia”.

Mais tarde, num discurso no think tank de relações exteriores do Lowy Institute, a responsável política britânica frisou que Putin deveria “desistir e afastar-se da Ucrânia antes que cometa um grande erro estratégico”. “Uma invasão só conduziria a um pântano e a perda de vidas, como sabemos da guerra soviético-afegã entre 1979-1989 e o conflito na Chechénia”, avisou Liz Truss, reforçando: “Os agressores globais estão encorajados de uma forma que não vemos desde a Guerra Fria. Procuram exportar a ditadura como um serviço para todo o mundo. É por isso que regimes como a Bielorrússia, Coreia do Norte e Myanmar encontram os seus aliados mais próximos em Moscovo e Pequim.”

A Grã-Bretanha deve trabalhar com aliados como a Austrália, Israel, Índia, Japão e Indonésia para “enfrentar os agressores globais”, especialmente no Pacífico. A “coerção económica” da China sobre a Austrália foi “um dos alertas” para a Grã-Bretanha de que Pequim estava a usar o seu poder económico para exercer controlo sobre outros países. Recorde-se que Pequim impôs sanções comerciais aos produtos australianos depois de Camberra ter pedido uma investigação internacional sobre as origens da pandemia do coronavírus.

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