Novo exame de sangue pode detetar cancro em 30 minutos

A morte por cancro é a grande ameaça das últimas décadas e prevê-se que a doença seja responsável por um número devastador de mortes no futuro. Com a agravante da pandemia Covid-19 ter contribuído ferozmente para o atraso de milhares de diagnósticos. Recorde-se que em fevereiro de 2021, em entrevista ao Diário de Notícias, José Dinis, diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, alertava exatamente para isso: “Só em 2025 e 2026 é que se perceberá o que a pandemia fez às doenças oncológicas”, afirmou.

Por isso mesmo, a mais recente descoberta de um grupo de cientistas da Universidade de Oxford, em Inglaterra, é um sinal de esperança e otimismo na luta contra o cancro. Este grupo de investigadores desenvolveu um novo exame de sangue que permite em apenas 30 minutos fazer um diagnóstico de cancro e perceber ainda se o mesmo se está a espalhar. O exame tem 94% de fiabilidade e permite desta forma aumentar as hipóteses de sobrevivência dos pacientes em virtude de um diagnóstico mais rápido.

Recorrendo à  Inteligência Artificial, o teste faz um scan ao sangue à procura de combinações raras de moléculas, como açucares e ácidos, que podem ser libertadas por tumores.

O exame feito em 300 pacientes do NHS (sistema de saúde britânico) permitiu detetar a presença de cancro em quase todos eles e os especialistas acreditam que há fortes indicadores de que este exame de sangue seja capaz de diagnosticar todo o tipo de cancros.

Em entrevista ao jornal The Sun, James Larkin, médico investigador responsável pelo ensaio, mostrou-se muito feliz com esta descoberta: “É muito excitante que esta tecnologia se revele promissora com o cancro. A ideia é usá-lo em pessoas com sintomas não específicos como fadiga, perda de peso ou se a pessoa sentir dor e o médico de família não conseguir perceber a razão. Precisamos de poder dizer de uma forma clara: ‘Isto pode ser cancro’ porque alguns tipos de cancro são mais difíceis de detetar. O nosso objetivo é que seja possível detetar algo antes que o paciente saiba que é um problema”, afirmou.

Este exame, que já foi testado em cancros de cérebro, pulmão, intestino, pâncreas, fígado, mama e bexiga , poderá estar pronto para uso público dentro de dois anos. Para já, a equipa de investigadores Oxford, que publicou os resultados na revista Clinical Cancer Research, está à espera de receber mais financiamento para poder desenvolver ensaios maiores.

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