Novo diretor das prisões diz não ter “varinhas mágicas” e pede realismo nas exigências

O novo diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais alertou hoje que não tem “varinhas mágicas” para mudanças rápidas e pediu realismo nas exigências, mas defendeu que “nada exigir” é “sinal de fraqueza”.

No discurso da sua tomada de posse, que decorreu no Salão Nobre do Ministério da Justiça, em Lisboa, Rui Abrunhosa Gonçalves afirmou que na área funcional que agora vai dirigir não há “funcionários dispensáveis ou inúteis”, defendendo que todos devem “dar o seu contributo”.

“Mas para tal têm que se sentir motivados. Tudo farei para que assim seja, desde o pessoal técnico e administrativo ao corpo da guarda prisional, mas não tenho varinhas mágicas, que possam alterar rapidamente situações complicadas ou difíceis, que até podem ser estranhas às competências do diretor-geral”, disse.

“Em boa verdade, todos devemos ter consciência das dificuldades de que o país é refém, por força da conjuntura internacional adversa, e como tal, teremos de ser realistas nas exigências. Mas nada exigir, nada querer mudar, é um sinal de fraqueza que não perfilho”, acrescentou Rui Abrunhosa Gonçalves.



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