Natural ou artificial: que árvore de Natal é mais amiga do ambiente?

Numa altura em que “plástico” se transformou quase numa palavra proibida, a tendência será para assumir que as árvores de Natal feitas a partir deste material são menos sustentáveis. Mas será sempre assim? Para decidir qual é a opção mais amiga do ambiente, é preciso considerar todas as etapas: de onde vem a árvore e o que lhe acontece a seguir?

Segundo a Euronews, as árvores artificiais têm uma pegada de carbono mais reduzida, uma vez que poderá ser reutilizada ano após ano, ao contrário do que acontece com os pinheiros naturais. Mas é necessário, de facto, reutilizar para garantir que esta é uma opção mais ecológica: o The Carbon Trust indica que uma árvore de plástico tem de durar pelo menos 10 anos para que o impacto em termos de CO2 seja menor do que o de uma árvore verdadeira.

«Se já tem uma árvore falsa, continue a usá-la – faça com que dura o máximo de tempo possível», afirma Emi Murphy, da Friends of the Earth. Por outro lado, quando chegar a altura de substituir o objecto que se tem em casa, poderá ser boa ideia considerar outras alternativas.

A Friends of the Earth sugere procurar árvores em segunda mão, por exemplo, através de lojas de solidariedade ou plataformas de venda online. Quem preferir um pinheiro real, poderá também seguir esse caminho, mas o melhor será confirmar que se trata de uma árvore com a certificação FSC, que garante que provém de uma floresta gerida de acordo com padrões de sustentabilidade.

Assim que terminar a quadra festiva, é preciso pensar também no que acontece à árvore. A de plástico pode ser simplesmente guardada na arrecadação, mas um pinheiro verdadeiro terá de ser reciclado – como acontece com a iniciativa portuguesa Pinheiro Bombeiro. Se for parar a um aterro, uma árvore pode produzir cerca de 16 quilos de CO2 no processo de decomposição. A melhor opção será queimar, caso não haja possibilidade de entregar a uma empresa ou organização especializada.



Comentários
Loading...