“Não tenho intenção absolutamente nenhuma” de resignar, avisa Boris Johnson

“Não tenho intenção absolutamente nenhuma” de resignar. Foi esta a mensagem que o primeiro-ministro britânico deixou esta quarta-feira no Parlamento inglês, depois da polémica com o ‘Partygate’ a gerar muitas críticas no Reino Unido, ao qual se somaram apelos de demissão de Boris Johnson.

Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, foi a voz mais ativa no Parlamento a exigir a demissão de Boris Johnson, que “mente”, e deve demitir-se, afirmou. “Se enganou o Parlamento, deve demitir-se”, reforçou, garantindo que um primeiro-ministro alvo de investigação é “um triste espetáculo”.

A Polícia britânica anunciou esta terça-feira a abertura de uma investigação sobre oito dos 17 alegados eventos em Downing Street que infringiram as regras do confinamento impostas à população, um dia depois de ter sido noticiado que Boris Johnson comemorou o aniversário com cerca de 30 funcionários durante o confinamento, em junho de 2020, quando estes tipos de encontros ainda eram proibidos.

Boris Johnson recusou-se comentar a investigação em curso e foi mesmo acusado de ser um “mentiroso”, uma acusação que está proibida aos deputados no Parlamento britânico. O primeiro-ministro referiu mesmo que sir Keir Starmer “tem sido implacavelmente oportunidades. Ter-nos-ia mantido confinados no verão e teria trazido de volta o confinamento no Natal”.

Mas o líder trabalhista replicou, garantindo que as desculpas do primeiro-ministro eram “absurdas” e que o deixaram “em desespero”, apontando que a polícia só investigaria possíveis violações do ‘lockdown’ “graves e flagrantes, com pouca ambiguidade sobre a ausência de qualquer defesa razoável”, atacando: “O primeiro-ministro realmente não entende os danos que o seu comportamento está a causar ao nosso país?”, finalizou.



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