“Não se pode descartar que tenha escapado de um laboratório”. Cientistas pedem mais estudos para determinar origem do Vírus

Investigadores de várias universidades importantes escreveram uma carta, na qual apontam que as teorias de que a Covid-19 escapou de um laboratório de Wuhan ‘continuam viáveis’ e pedem mais estudos para investigar as origens do vírus.

O microbiologista da Universidade de Stanford, David Relman, e o virologista da Universidade de Washington, Jesse Bloom, são os principais responsáveis pela carta publicada na revista Science e assinada por 18 especialistas, de universidades como Harvard e Cambridge.

Alegações de que o vírus escapou do Instituto de Virologia de Wuhan foram ridicularizadas como teorias da conspiração – mas os investigadores sugerem na carta que as “hipóteses não podem ser descartadas até que haja mais evidências”.

Relman disse ao ‘The Times’ que “muitos dos que assinaram esta carta pensam da mesma forma”, ou seja, que os investigadores “simplesmente não têm informações suficientes”, afirmou. “Qualquer pessoa que tem uma opinião forte de uma forma ou de outra não pode realmente basear-se em muitos dados bons”, acrescentou.

“Vamos tentar abster-nos de oferecer especulações quando realmente não temos uma base para isso, especialmente quando estamos a tentar manter a nossa credibilidade com base na ciência”, disse

Na carta os especialistas dizem ainda que “continuam a ser necessárias mais investigações para determinar a origem da pandemia”, mas sublinham que “as teorias de libertação acidental de um laboratório mantém-se viáveis” e acrescentam: “Saber como a Covid-19 surgiu é fundamental para delinear estratégias globais que mitiguem o risco de surtos futuros”.

A carta critica ainda a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a China pelo seu recente estudo conjunto de investigação das origens da Covid-19, dizendo que a teoria que o vírus escapou do laboratório “não recebeu uma consideração equilibrada” quando comparada com a ideia de um surgimento “natural” e observa que “apenas 4 das 313 páginas do relatório e os respetivos anexos abordavam a possibilidade de um acidente de laboratório”.

“Uma investigação adequada deve ser transparente, objetiva, baseada em dados, incluindo ampla experiência, sujeita a supervisão independente e gerida de forma responsável para minimizar o impacto de conflitos de interesse”, pode ler-se no documento, que exige que agências de saúde pública e laboratórios de pesquisa abram os seus registos ao público.

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