Mulher enfrenta polícia de choque e é agredida durante protestos contra política da Covid-19 na China (com vídeo)

Um mulher recusou-se a obedecer à polícia de choque que tentava controlar os protestos anti-covid na China, realizados devido ao descontentamento da população em relação às medidas restritivas impostas pelo governo com o intuito de travar a propagação do coronavírus.

Num ato corajoso, a manifestante que não foi identificada, mas apelidada de “senhora do tanque” pelos meios de comunicação social chineses, manteve-se frente a frente com as forças de segurança que acabaram por agredi-la, momento registado em vídeo e partilhado mas redes sociais.

Embora a polícia tenha exigido à influenciadora Jixian Wang que parasse de filmar, a mulher continuou a apontar para os agentes chamados de ‘guardas brancos’, os responsáveis pela Covid-19 no país. De imediato, não só lhe retiraram o telemóvel como a agrediram.

O incidente ocorreu no distrito Anyuan de Pingxiang, na província chinesa de Jiangxi.

A alcunha escolhida está associada ao ‘homem tanque’, há muito considerado um símbolo global de liberdade e resiliência, que enfrentou tanques em Pequim durante o massacre da Praça Tiananmen em 1989.

Atualmente, a China é palco de violentas manifestações como consequência da política imposta pelo governo que, segundo o jornal oficial do Partido Comunista O Diário do Povo, continuará em vigor dado que o líder chinês Xi Jinping “não tenciona mudar de rumo”.

Hong Kong tem apertado os controlos de segurança desde que a China lançou uma campanha em 2019 para esmagar um movimento pró-democracia e pretende que o seu território tenha a própria estratégia antivírus diferente da que existe noutros países.

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