Monkeypox: DGS alerta para mais 11 casos em Portugal. Total sobe para 328

A Direção-Geral da Saúde (DGS) acaba de confirmar um total de 328 casos de varíola dos macacos em Portugal, depois de terem sido notificadas mais 11 infeções.

Em comunicado, esta quinta-feira, o organismo “confirma mais 11 casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal, havendo, até ao momento, um total de 328 casos”.

“A maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve”, segundo a mesma nota, que adianta que “todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.

Os novos casos, adianta a DGS, “foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge” (INSA) e todos os “identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

“A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional”, acrescenta o organismo, sublinhando que “continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias”.

Os casos do vírus monkeypox em zonas onde a doença não é endémica superam os dois mil em 36 países, de acordo com um novo relatório publicado no sábado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o documento, os países com mais casos confirmados são o Reino Unido Espanha, Portugal, Alemanha, Canadá e França, sendo a Europa a região mais afetada, com 26 países com casos positivos.

A OMS mantém o nível de risco “moderado” perante o surto, por ser a primeira vez que se dão focos de contágio em países não endémicos, e muito distantes entre si.

A organização com sede em Genebra liga o atual surto a contactos sexuais entre homens, ainda que, em princípio, não se trate de uma doença sexualmente transmissiva, mas sim transmitida por contacto físico próximo.

Relativamente ao surto, a OMS mantém a sua recomendação de não adotar restrições a viagens, ainda que aconselhe que se evitem deslocações a quem revele sintomas ligados à doença.

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