Mobilidade sustentável em debate: “transição energética é o maior desafio das nossas vidas”, aponta Moedas

A ‘Conferência Ibérica sobre Mobilidade Sustentável: Desafios e Oportunidades de Descarbonização da Mobilidade’ decorreu esta terça-feira no Hotel Epic Sana Lisboa e reuniu a CIP – Confederação Empresarial de Portugal, a Fundação Repsol, a CHP (Câmara de Comércio Hispano-Portuguesa) e a CCILE (Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola) num debate sobre o futuro da mobilidade.

“A mobilidade é um dos sectores onde a descarbonização coloca maiores questões, económicas e sociais. Os transportes são, e continuarão a ser, essenciais à economia e à sociedade. A sua redução, ou mesmo determinadas restrições, não serão solução, mas ao mesmo tempo não existe alternativa à redução drástica das emissões nos transportes”, apontou António Saraiva, presidente do CIP, que exortou à ação política.

“Toda esta ‘revolução’, acompanhada de uma intensa componente política, legislativa e regulatória, só terá sucesso se forem criadas condições para uma evolução social tranquila, com preservação do emprego, com a seleção das novas infraestruturas que se revelarem indispensáveis, com empresas e sectores envolvidos competitivos e, necessariamente, com custos comportáveis para as empresas utilizadoras e para os cidadãos”, frisou.

Opinião partilhada por Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. “A transição energética (com a descarbonização no centro), é o maior desafio das nossas vidas”, referiu. “Existem 3 desafios essenciais. O económico, que deve assegurar que o crescimento é compatível com a redução de emissões. Crescer tem se ser compatível com o combate às alterações climáticas, e a Europa já provou que isso é possível, pois cresceu ao mesmo tempo que fez um esforço para reduzir emissões. O tecnológico, que através da ciência terá que resolver a questão dos custos de produção, e o social, pois é preciso consciencializar as pessoas para a necessidade desta mudança.”

Jorge Delgado, secretário de Estado da Mobilidade Urbana, sublinhou que é necessário dar-se um “salto disruptivo”. “O direito à mobilidade é hoje, mais do que nunca, um direito fundamental. Só assim teremos maior coesão territorial, mais inclusão social e maior igualdade de oportunidades para todos. Só assim teremos uma economia mais justa e sustentável, um mundo onde valha a pena viver. A mobilidade encontra-se num segundo ponto de inflexão tecnológico, sendo evidente a necessidade de um salto disruptivo no modo como nos deslocamos e como transportamos pessoas e bens. O futuro da Mobilidade será amigo do ambiente, partilhado, conectado e autónomo.”



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