Marcelo aponta que cada português “por si mesmo, fará o esforço para não estar doente” neste verão

Marcelo Rebelo de Sousa salientou, esta quinta-feira, que para evitar um agravamento dos problemas na saúde, em particular nas urgências dos hospitais, é preciso que os portugueses, cada um, procure evitar adoecer “por si mesmo e para não pressionar o cuidado da saúde dos outros”.

O Presidente da República apontou ainda, numa visita à exposição ‘Primeira Pedra’, no Museu dos Coches, que “todos aspiramos” a verões “sem acidentes e sem doenças”, ressalvando que isso depende de todos, segundo a linha da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas – na apresentação do Plano de Contingência, Módulo Verão 2022, frisou que “a pior coisa que nos pode acontecer é adoecer ou ter acidentes em agosto”.

“Cada qual fará o esforço para não estar doente, por si mesmo, e para não pressionar o cuidado da saúde dos outros”, reconheceu Marcelo, apontando que embora essa seja ideia evidente, “às vezes as evidências têm de ser recordadas”.

“Os nossos pais recordavam-nos isso quando éramos jovens, os nossos amigos também e os nossos professores. Portanto, os responsáveis políticos podem recordar evidências”, asseverou em declarações aos jornalistas no local.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado ainda sobre o debate no parlamento que decorreu no dia anterior e as explicações que o primeiro-ministro, António Costa, deu aos deputados sobre a situação que se vive no sector da saúde.

“Uma coisa é certa: o senhor primeiro-ministro reconheceu que há problemas estruturais, graves, situações inaceitáveis. Eu acho que é muito importante quando os governantes percebem que as coisas não estão bem”, sublinhou.

Apesar de assumir que “não é o suficiente”, para o Presidente da República “é um começo de atitude positiva porque normalmente ou muitas vezes acontece que os governantes não veem a realidade”.

“O povo vive de uma maneira e os que estão com maiores responsabilidades políticas não veem essa realidade toda. Se veem a realidade isso já é um bom começo de conversa”, enfatizou.

Quanto ao impasse das negociações entre Governo e sindicatos, Marcelo Rebelo de Sousa espera que quanto a essa “pequena parte do problema” haja “maior sucesso” na próxima reunião.

“Como o Governo já admitiu, há coisas mais fundas e mais amplas e o próprio primeiro-ministro teve de admitir que há que alterar gestão, reestruturar, mudar em muitos aspetos e por aí passa também a resolução do problema mais amplo da saúde”, avisou.

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