Mais de três mil cartões de pagamento portugueses encontrados na Dark Web

Uma nova pesquisa da NordVPN analisou quatro milhões de cartões de pagamento que foram encontrados à venda na dark web, pertencendo a cidadãos de 140 países e concluiu que mais de três mil eram de portugueses.

Segundo o estudo, de todos os cartões de pagamento encontrados hackeados, 3281 pertenciam a portugueses, dos quais quase um terço (1002) eram Visa, seguidos de Mastercard (367) e Maestro (9).

Analisando o panorama europeu, Espanha foi o quarto país mais afetado por esta situação no continente, adianta a pesquisa, com França, Reino Unido e Itália a serem os países com mais cartões encontrados hackeados.

A nível mundial, o país mais afetado foi os EUA, dado que 1.561.739 dos 4.481.379 cartões de pagamento encontrados à venda pertenciam a americanos. A segunda nação mais afetada foi a Austrália, com 419.806 cartões encontrados à venda na dark web.

O estudo revela ainda que o preço médio de todos os cartões encontrados era de 10 dólares e 50 cêntimos (cerca de 9,25 euros). O preço médio de um cartão português era 12 dólares e 26 cêntimos (cerca de 10,80 euros).

“Desde 2014, temos assistido a um crescimento constante das fraudes com cartões de pagamento em todo o mundo. Decidimos analisar quanto custa um cartão de pagamento na dark web e por que existe um mercado negro clandestino em expansão para eles,” refere Marijus Briedis, CTO da NordVPN, em comunicado.

Segundo o responsável, “a resposta (do estudo) é que os hackers podem facilmente ganhar muito dinheiro. Mesmo que um cartão custe apenas $ 10 em média, um hacker pode ganhar $ 40 milhões vendendo uma única base de dados, como a que analisamos.”

Apesar de o maior número de cartões encontrados à venda ser dos EUA e Austrália, isso não significa que eles sejam os mais vulneráveis. Segundo a pesquisa, a vulnerabilidade depende de fatores como a proporção de cartões não reembolsáveis, a população do país e o número de cartões em circulação.

“Por exemplo, tendo em conta um grande número de cartões com reembolsos disponíveis, os cartões dos EUA podem ser mais confiáveis. Mas houve ainda um grande número deles encontrados hackeados na internet por causa do maior número de utilizadores de cartão de crédito neste país em geral,” explica Marijus Briedis.

Os investigadores da NordVPN compararam os dados dos cartões entre os países com as estatísticas populacionais das Nações Unidas e o número de cartões em circulação Visa, Mastercard e American Express para calcular o índice de risco e aferir mais diretamente a probabilidade de os cartões das pessoas estarem disponíveis na dark web por país.

O índice de risco português foi estimado em 0,4. Descobriu-se que o país mais vulnerável do mundo era Hong Kong, com uma pontuação máxima de possível risco de 1. O segundo país mais vulnerável era a Austrália (0,85), seguido pela Nova Zelândia com uma pontuação de 0,8. A pontuação menos vulnerável é 0, e foi atribuída apenas a um país — os Países Baixos.

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