‘Lista negra’ do Facebook tem cinco nomes portugueses: saiba quais são

Mais de 4.000 pessoas ou grupos fazem parte de uma ‘lista negra’ de moderação do Facebook, de acordo com um relatório interno elaborado pelo gigante tecnológico publicado no ‘The Intercept’ na passada 3ª feira, que lista os movimentos proibidos de usar as suas plataformas por estarem relacionados ao terrorismo ou outras formas de grupos violentos. O relatório abrange cinco campos definidos pelo Facebook: ódio, crime, terrorismo, movimentos sociais paramilitares e grupos violentos fora dos Estados.

E há cinco nomes portugueses na lista: são eles Mário Machado (líder nacionalista português), Nova Ordem Social (movimento político português nacionalista de extrema-direita, fundado por Mário Machado em 2014) e três grupos de música: Endovélico (banda skinhead nacionalista, criada em 2000, marcada por um estilo Hatecore, com músicas pesadas de cariz político, sempre cantadas em português), Ódio (banda nacional-socialista, cujas letras exaltam o seu ódio aos judeus, aos negros e aos imigrantes) e os Cripta Oculta (banda de blackmetal, que editou a música “A Suástica Que Chama Por Tempos Distantes”, entre outras).

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Até agora, o Facebook não havia tornado essa lista pública, apesar de ter recebido inúmeras recomendações de seu Conselho Consultivo de Conteúdo, formado por especialistas independentes.

“Como outras empresas de tecnologia, não compartilhámos a lista para limitar o risco legal, limitar os riscos de segurança e minimizar as oportunidades para os grupos contornarem as regras”, afirmou o diretor de Política de Contraterrorismo e organizações perigosas do Facebook, Brian Fishman.

Além da lista, o ‘The Intercept’ também divulgou documentos de moderação interna do Facebook sobre a sua política de organizações perigosas. Embora todos sejam proibidos, agora estão estruturados em três níveis, conforme seja permitido ou não discuti-los. Na primeira classificação, a mais perigosa, os utilizadores não podem expressar comentários positivos ou defender pessoas ou grupos violentos, mesmo para atos ou atividades não violentas. Esta categoria é reservada especialmente para grupos terroristas, com cerca de 500 organizações criminosas, das quais mais de 250 são supremacistas brancos.

No segundo nível, o Facebook coloca atores violentos que não fazem parte dos Estados. Os usuários podem expressar aprovação pelas atividades não violentas desses grupos, mas não “apoio substancial” ao grupo como um todo.

O terceiro e último nível é composto por grupos que, embora não exerçam violência, são suscetíveis de se tornarem violentos e usam frequentemente o discurso de ódio. Essa faixa inclui cerca de mil grupos sociais militarizados, proibidos, mas sobre os quais os outros utilizadores podem falar no Facebook.

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