Lisboa: Trabalhadores da EMEL em greve esta sexta-feira

Os trabalhadores da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão realizar uma paralisação, esta sexta-feira, dia 6 de maio.

A decisão de avançar para um dia de greve surgiu na sequência de um plenário realizado a 22 de abril junto à sede da EMEL, em Lisboa, segundo adiantou à agência Lusa Orlando Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

O sindicalista referiu que a proposta inicial da administração da EMEL foi de um aumento salarial de 15 euros, subindo depois para 20 euros, ainda assim um valor considerado “insuficiente” pelos trabalhadores.

“Nós estávamos à espera de que houvesse uma contraproposta, mas uma coisa mais condigna. Quando se fala nos 90 euros é uma base de proposta. Mas a resposta de 15 euros e depois de 20 euros é totalmente inaceitável“, sublinhou.

Os trabalhadores da EMEL exigem um aumento de 90 euros no salário de todos os trabalhadores, mas também a atribuição de Diuturnidades no valor de 40 euros, 25 dias úteis de férias e dispensa no dia de Aniversário, subsídio de refeição no valor de 8,50 euros por dia, atribuição de um subsídio de penosidade no valor de 80 euros e aumento do subsídio de transporte de valores e do subsídio de turno.

A reivindicação dos cerca de 700 trabalhadores da EMEL surge num contexto de inflação e em que, segundo Orlando Gonçalves, a empresa municipal assume que já “recuperou financeiramente os níveis pré-pandemia e apresenta planos de investimentos de largos milhões”.

“Os trabalhadores da EMEL são o garante do funcionamento da empresa, sem o qual não seria possível a obtenção de resultados tão valorizados pela empresa e pela CML, sua única acionista. São devidos aos trabalhadores salários e condições de trabalho dignos, que lhes permitam a si e às suas famílias uma vida digna”, defendem, numa nota publicada no site da CGTP.

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