Ilhas de energia: O projeto revolucionário dinamarquês que vai libertar a Europa do gás russo

A Dinamarca quer libertar a Europa da dependência do gás russo e concebeu um projeto revolucionário para atingir esse objetivo. O governo de Copenhaga anunciou um projeto para a criação de ilhas de energia, segundo a BBC.

O projeto é considerado o maior da história da Dinamarca e deverá custar aproximadamente 32,6 mil milhões de euros. Estas ilhas de energia são megaestruturas constituídas por conjuntos de turbinas eólicas que serão colocadas numa espécie de ilha artificial e que vão permitir à Dinamarca gerar muito mais energia do que outros parques eólicos no mundo.

Tudo isto faz parte do objetivo que o país fixou com a sua Lei Climática em 2019. A Dinamarca comprometeu-se a reduzir em 70% as emissões de gases com efeito de estufa até 2030. Mas face à invasão russa da Ucrânia, o governo dinamarquês já anunciou que quer atingir este objetivo mais depressa para encontrar uma alternativa europeia ao petróleo e ao gás russos.

“A Dinamarca e a Europa devem libertar-se dos combustíveis fósseis russos o mais rápido possível. A União Europeia deve tornar-se independente o mais rápido possível e a melhor maneira de avançar é com os países europeus a trabalharem juntos para aumentar e acelerar a construção de energias renováveis no mar do Norte”, disse o ministro do Clima, da Energia e dos Serviços Públicos da Dinamarca, Dan Jorgensen.

O governo de Copenhaga defende que o mar do Norte tem um potencial de energia eólica capaz de cobrir as necessidades energéticas de 10 milhões de lares europeus.

Os dados oficiais do governo dinamarquês mostram que quase 49% da produção total de energia do país provém de fontes eólicas. A Agência Internacional de Energia estima que cerca de 16% da energia gerada na Dinamarca depende da Rússia atualmente. Em 2016 essa dependência energética era de 34%.

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