Ilhas Canárias em alerta amarelo por risco de erupção vulcânica

O Governo das Canárias decretou alerta amarelo (nível de alerta 2 na escala de 4) no Plano Especial de Proteção Civil e Atenção a Emergências por Risco Vulcânico (Pevolca), avança o ‘La Vanguardia’.

Segundo a mesma publicação, a decisão foi tomada na sequência do registo de mais de 1.500 movimentos sísmicos na área de Cumbre Vieja, nos municípios de Fuencaliente, Mazo e El Paso (no sul das ilhas).

O Pevolca estabelece um semáforo vulcânico como sistema de alerta à população, baseado em quatro cores dependendo do risco. No nível amarelo, são reforçadas as informações à população, bem como as medidas de vigilância e monitorização da atividade vulcânica e sísmica. No patamar atual, a atividade não acarreta aumento de risco para a população.

A partir deste momento, a monitorização do fenómeno é ampliada e qualquer mudança significativa será comunicada. A população deve ficar atenta às informações prestadas pelas autoridades de Proteção Civil, adianta o jornal.

Desde o último sábado, quase 1.600 pequenos terramotos foram registados naquela zona, com foco em profundidades entre oito e 13 quilómetros e magnitudes que têm aumentado nas últimas horas, atingindo um máximo de 3,4, segundo o National Geographic Institute (IGN).

O Ministério da Administração Pública, Justiça e Segurança do Governo das Canárias reuniu-se na segunda-feira com o Comité Científico de Pevolca para avaliar a situação e concordou em ativar o plano especial em Fuencaliente, Los Llanos de Aridane, El Paso e Mazo, com a mudança de semáforo verde para amarelo nesses quatro municípios.

O Comité Científico de Pevolca informou que desde 2017 uma atividade sísmica anómala tem sido registada no sul de La Palma, que desde o verão de 2020 aumentou com a ocorrência de oito “enxames sísmicos” (série de terremotos concentrados no mesmo local).

A última, que começou no último sábado, dia 11de setembro, tem sido a mais intensa, tanto pelo número de terramotos com foco localizado -mais de 400 até hoje, segundo o Instituto Vulcanológico das Canárias, Involcán-, como também pela sua magnitude, sendo sentida pela população idosa.

Os dados fornecidos pelo comité cinético mostram que a profundidade dos terramotos, que até agora oscilava entre 20-30 quilómetros, diminuiu para 12 quilómetros durante esse enxame.

Esta atividade sísmica representa “uma mudança significativa” na atividade do vulcão Cumbre Vieja e está relacionado com um processo de intrusão magmática no interior da crosta da ilha, segundo o ‘La Vanguardia’.

Em relação à monitorização geoquímica de gases vulcânicos, o Comité Científico de Pevolca destacou que os dados de emissão de Hélio-3 registados, confirmam a natureza magmática deste processo, visto que é apreciado o maior valor observado nos últimos 30 anos.

Por este motivo, o Comité recomendou à Diretoria do Plano a mudança do semáforo vulcânico de verde para amarelo na área de Cumbre Vieja, não se podendo descartar que a atividade sísmica sentida nos próximos dias se intensifique, dependendo na evolução.

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