Hoje é dia de manifestação nacional: CGTP espera “milhares” nas ruas em luta por melhores salários e melhor vida

A CGTP-IN realiza esta quinta-feira, dia 7de julho, às 15 horas, uma manifestação nacional, do Marquês de Pombal para a Assembleia da República, sob o lema “Pelo aumento dos salários e pensões | Contra o aumento do custo de vida e ataque aos direitos”.

Em declarações à Multinews, Ana Pires, da comissão executiva da CGTP, explica que “foi lançada uma ação no dia 27 de maio, que se estendeu durante todo o mês de junho, com uma adesão dos trabalhadores muito significativa: largas dezenas de greves, muitos plenários e concentrações”.

“Tudo isso agora traduz-se numa ação convergente que vamos levar a cabo esta quinta-feira em Lisboa. Acaba por ser a convergência do conjunto destas lutas e das razões que trazem os trabalhadores à rua”, acrescenta.

A responsável ressalva ainda que este não é um momento de culminar “porque sabemos que a luta vai ter de continuar, vai ter de ser desenvolvida. Se não são dadas respostas aos problemas dos trabalhadores não temos outra alternativa”.

Em concreto para esta ação, as expectativas de adesão são elevadas: “Esperamos uma participação significativa dos trabalhadores, sem dúvida com milhares de pessoas nas ruas de Lisboa. Já temos muitos transportes organizados confirmados”, refere sem adiantar números.

Ana Pires esclarece também que “com a desvalorização salarial, o ataque aos direitos e este aumento extraordinário do custo de vida, estamos a ter cada vez mais trabalhadores a serem catapultados para a pobreza, não conseguindo fazer face às despesas mais básicas e é por isso que nos manifestamos”.

Na quarta-feira em comunicado, a CGTP recordou algumas das suas reivindicações, em que se afirma “a indignação e o protesto face ao aumento do custo de vida, ao ataque ao poder de compra e aos direitos, ao aumento das desigualdades, das injustiças e da pobreza”.

A par disso, exigem ainda o “aumento geral de salários para todos os trabalhadores, das pensões para os reformados e pensionistas, a redução do horário de trabalho e o combate aos horários selvagens e a erradicação da precariedade”.

Lutam também “pelo emprego com direitos, por uma legislação laboral que contribua para a valorização do trabalho e dos trabalhadores – com a revogação das normas gravosas, nomeadamente a caducidade da contratação coletiva e a reposição do principio do tratamento mais favorável aos trabalhadores – e pela defesa do serviços públicos”.

Ler Mais


Comentários
Loading...