Grupo “muito perigoso e violento” da Margem Sul ameaça Gouveia e Melo

O almirante Gouveia e Melo tem sido alvo de ameaças anónimas por parte de um grupo criminoso da Margem Sul com ligações a desportos de combate e ao submundo da diversão noturna: segundo as autoridades, o grupo é considerado “muito perigoso, violento e em ascensão” e cada vez “mais nos radares nas investigações criminais”.

Uma das cartas dirigia-se ao almirante assim como a sua mulher, revelou esta sexta-feira o jornal ‘Expresso – na sequência das ameaças, Gouveia e Melo passou a ser alvo de proteção extra do corpo de segurança pessoal da PSP, uma situação já vivida durante a pandemia, no verão de 2021, quando o coordenador da task force das vacinas tornou-se um dos principais alvos do discurso de ódio de grupos de negacionistas.

O discurso duro de Gouveia e Melo, a 24 de março último, no Alfeite, na sequência da morte do agente da PSP, Fábio Guerra, terá motivado as ameaças. “Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, dos seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo, acima de tudo, um verdadeiro covarde”, afirmou, diante e uma plateia composta por dezenas de elementos destas tropas especiais da Marinha. “Ver fuzileiros envolvidos em desacatos e em rixas de rua não demonstra qualquer tipo de coragem militar, mas sim fraqueza, falta de autodomínio e uma necessidade de afirmação fútil e sem sentido.”

“A maneira como uma das cartas está escrita fez levantar fortes suspeitas sobre de onde partiram as ameaças”, revelou fonte judicial ao jornal semanário, considerando ser “muito provável” haver membros deste grupo criminoso que pertença, ou tenham pertencido, às forças especiais da Marinha.

O grupo está referenciado há mais de uma década pela PSP por cometer dezenas de crimes nas zonas de diversão noturna de Lisboa, assim como suspeitas ao tráfico de esteroides em ginásios em redor da capital. Alguns dos operacionais têm um cadastro de crimes violentos e trabalharam nos últimos anos como seguranças de bares e discotecas da capital. Atual em grupo e a polícia destacou a sua “forte compleição física” e o uso de armas ilegais – não escondem os carros topos de gama e um estilo de vida “bem acima das suas possibilidades” como segurança ou personal trainers.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi também vítima de ameaças recentes – há uns dias, um envelope anónimo com uma bala e um telemóvel, exigia que o chefe de Estado transferisse um milhão de euros para uma conta bancária. Se a transferência não fosse cumprida, uma bala igual seria disparada contra o Presidente.

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