Greve dos trabalhadores da IP termina com “balanço positivo”. Mas há “novas formas de luta” já a partir de amanhã

Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) terminam esta quarta-feira, dia 15 de setembro, uma greve às horas extraordinárias, que durou quase dois meses, desde 28 de julho.

A ação foi convocada pelos sindicatos da IP e das suas participadas (IP Engenharia, IP Património e IP Telecom), nomeadamente o SINFA (Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários, das Infraestruturas e Afins),a ASCEF (Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária) e o STF (Sindicato dos Transportes Ferroviários), entre outros

“Termina hoje esta ação de luta, levada a cabo por uma plataforma de sindicatos e o balanço que fazemos é positivo”, começa por referir à Multinews, António Salvado, do SINFA, ressalvando contudo, que “em termos práticos ainda não temos qualquer feedback por parte das empresas”.

De qualquer das formas, o responsável adianta que “já no dia 16 (amanhã, quinta-feira) iremos iniciar novas formas de luta, ainda com sindicatos também da CP – Comboios de Portugal”.

“Iremos fazer uma concentração com início às 10h em frente à sede da CP, na Calçada do Duque e com uma marcha até à residência oficial do senhor primeiro-ministro, onde entregaremos um documento”, explica.

A partir daí, segundo António Salvado, “poderemos desenvolver outras novas formas de luta, quer para a CP, quer na empresa Infraestruturas de Portugal (IP)”, refere admitindo a hipótese de avançarem com uma nova greve como esta que agora termina.

“É uma possibilidade que está em cima da mesa. No dia 16 iremos certamente anunciar novas formas de luta nas empresas, é uma questão de estarem atentos, porque alguma coisa será anunciada”, indicou sem querer entrar em mais detalhes.

Questionado sobre a adesão à greve, o responsável não consegue adiantar dados. “Isto foi uma greve ao trabalho extraordinário e por isso é muito difícil aferir percentagens”, refere à Multinews.

Os trabalhadores lutam por aumentos salariais dignos para todos os trabalhadores, pelo cumprimento integral do clausulado do Acordo Coletivo de Trabalho e pela negociação coletiva como fator de resolução e prevenção de conflitos e pela atualização do valor do subsídio de refeição.

Estão também em causa a integração do Abono de Irregularidade de Horário como conceito de retribuição, a atribuição de concessões de viagem no operador CP a todos os trabalhadores da IP e todas as suas participadas e a aplicação integral do Acordo Coletivo de Trabalho aos Trabalhadores do Quadro de Pessoal Transitório.

Outras exigências visam ainda a abrangência das deslocações e horas de viagem a todos os trabalhadores, o ajuste do subsídio de refeição nas ajudas de custo, a atribuição do IHT aos trabalhadores que o serviço que desempenham o justifique e a garantia do repouso a seguir ao descanso, garantir o cumprimento do protocolo de 2000.

Ler Mais


Comentários
Loading...