Greve climática estudantil regressa hoje às ruas. 14 cidades portuguesas aderem aos protestos

A Greve climática estudantil, uma organização que surgiu em 2019 com a ativista sueca Greta Thunberg volta hoje às ruas de todo o mundo, para reivindicar uma transição justa sob o lema “A nossa casa está a arder. A sociedade tem de agir.”

Em Portugal, a organização representa o movimento global Fridays for Future na luta por uma justiça climática, havendo também hoje protestos marcados em 14 cidades portuguesas.

Albufeira, Aveiro, Braga, Caldas da Rainha, Coimbra, Faro, Funchal, Guimarães, Lisboa, Mafra, Porto, Santarém, Sines e Viseu são as localidades portuguesas com protestos marcados.

Em Lisboa, a concentração está marcada para as 10:00 no jardim Amália Rodrigues, no cimo do Parque Eduardo VII, enquanto no Porto os manifestantes se reúnem às 15:00 numa marcha entre a Praça da República e os Aliados.

Em Albufeira está marcada uma marcha da EBSA até à Câmara Municipal, pelas 10h30; em Aveiro haverá uma Marcha no Jardim da Fonte Nova às 10h; em Braga os protestos passam por uma mobilização na Praça do Município às 18h e em Faro está marcada uma marcha desde o Jardim Manuel Bívar até ao Fórum (pelas Secundárias e Campus da Penha), às 10h30.

Em Coimbra os protestos dividem-se em duas ações: uma marcha da Praça da República até à Praça 8 de Maio às 15h e uma manifestação “Faz Pelo Clima” pela defesa e proteção ambiental, em frente à Câmara Municipal de Coimbra, às 17h30.

Em Guimarães prevê-se uma marcha no largo Condessa Mumadona, às 15h; no Funchal, uma outra marcha junto à Assembleia Legislativa da Madeira (rua Dr. António José de Almeida) e em Mafra uma concentração no Palácio de Mafra, da parte da manhã.

Sobram ainda Santarém com uma marcha no Jardim da República às 10h; Sines com outra marcha no Jardim das Descobertas e , por último Viseu, com uma concentração em frente à Câmara Municipal.

Esta é a oitava manifestação convocada pelos estudantes portugueses em nome da justiça climática e assenta em mais de 1200 manifestações no mundo inteiro, “desta vez com ainda maior foco na justiça social e na urgência de uma transição justa para todas as pessoas”.

O ambiente é apenas uma das causas desta greve mundial cuja “narrativa” distribuída aos ativistas equipara a crise climática ao “sexismo, racismo”, discriminação de deficientes e “desigualdade de classe”.

O protesto, que tem marcadas quase 1.500 ações em vários países do mundo, intima “os colonizadores do Norte” a pagar “a dívida climática pela quantidade desproporcional” de emissões poluentes ao longo da História.

“A crise climática não existe num vácuo. Outras crises socioeconómicas como o racismo, o sexismo, a discriminação de deficientes, desigualdade de classe e outras amplificam a crise do clima e vice-versa”, lê-se num manifesto divulgado na página internet do movimento “Fridays for Future”.

Nele se fornece aos ativistas que aderem ao protesto uma “narrativa” em que o inimigo do movimento surge claramente identificado: “a elite do Norte Global que causou a destruição das terras dos ‘Povos e Áreas Mais Afetados’ através do colonialismo, imperialismo, injustiças sistémicas e ganância cruel que acabou por causar o aquecimento do planeta”.

É esse “Norte Global” que é “responsável por cerca de 92 por cento das emissões em excesso”, refere o “Fridays for Future”, que considera que a maior parte dos roteiros para a neutralidade carbónica pecam por implicar “efeitos secundários arriscados para as populações locais”, como a perda de território para as florestas que se pretende plantar.

“Precisamos de planos concretos e orçamentos carbónicos anuais, não os planos vagos de neutralidade carbónica com que os líderes mundiais têm acenado”, defendem.

Outras medidas que pedem são “reparações climáticas antirracistas”, o cancelamento de dívidas decorrentes de fenómenos climáticos extremos e “fundos de adaptação” que sirvam as comunidades.

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