“Governo insiste em respostas insuficientes para resolver situação nas urgências e no SNS”, acusa FNAM

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) lamentou, esta quinta-feira, que uma vez mais o Ministério da Saúde insista em não querer resolver o problema de falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em comunicado, depois da presença na reunião no ministério com os sindicatos médicos para debater a situação complicada que se vive nos serviços de urgência do país, a associação lamentou a falta de progresso.

“Num contexto de maioria absoluta, tendo o ministro das Finanças reafirmado que não existem constrangimentos financeiros para resolver os problemas do SNS e tendo o primeiro-ministro reconhecido que estas falhas nos serviços não são aceitáveis, o Governo continua a não querer avançar com medidas estruturais fundamentais. Em vez disso, insiste em medidas avulsas e temporárias, como se a falta de médicos nas urgências – e noutras valências do SNS – se devesse apenas a uma má gestão de horários e de períodos de férias”, pôde ler-se no comunicado da FNAM.

“No entanto, a situação é bem conhecida: as condições de trabalho são cada vez mais precárias e a desvalorização do trabalho médico tem-se acentuado, particularmente durante a pandemia da Covid-19, com os médicos a não sentirem o seu trabalho reconhecido”, acusou a FNAM, garantindo que o SNS “precisa de investimento estrutural, de valorização dos médicos e dos profissionais de saúde, do desenvolvimento da carreira médica, da opção da dedicação exclusiva e majorada para os médicos, da implementação de um estatuto de penosidade e risco acrescido” como fórmulas para ser “garantir as condições para que os médicos fiquem no SNS”.



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