Fez um autoteste à covid-19 e deu positivo ou inconclusivo? Saiba como deve proceder

Disponíveis nas farmácias e supermercados, os autotestes a usar pelo consumidor pretendem ser mais uma arma no controlo da pandemia e funcionam agora como alternativa no acesso a restaurantes (ao fim de semana nos concelhos de risco) e hotéis.

Importa por isso perceber como funciona a sua utilização, que difere ligeiramente dos PCR e de antigénio, uma vez que nestes casos o resultado positivo fica automaticamente no sistema.

Assim, segundo o normativo da Direção-Geral da Saúde (DGS), “os resultados obtidos nos autotestes SARS-CoV-2 devem ser reportados às Autoridades de Saúde”, de acordo com o seguinte procedimento:

Os indivíduos sintomáticos ou contactos com caso confirmado devem contactar o Centro de Contacto SNS24 (808 24 24 24) independentemente do resultado do teste.

Para aqueles que não se enquadrem no ponto anterior a comunicação de um resultado positivo ou inconclusivo, se feito por iniciativa própria, “é efetuada diretamente por contacto telefónico ao Centro de Contacto SNS24 (808 24 24 24) ou através do preenchimento de formulário eletrónico criado oportunamente para o efeito nesta página”.

No âmbito da utilização em contextos específicos, a comunicação desse resultado pode ser efetuada, alternativamente, ao médico assistente ou de saúde ocupacional/medicina do trabalho. 

“Independentemente do contexto em que seja efetuado o teste, o reporte de obtenção de um resultado positivo deve ser acompanhado sempre que possível de informação relativa à identificação comercial do autoteste (marca), fabricante e código identificativo do lote do teste utilizado”, sublinha o organismo.

O reporte indicado desencadeia a emissão de prescrição para teste confirmatório com teste de amplificação de ácido nucleico (RT-PCR), caso não tenha havido para o utente/indivíduo em questão uma notificação laboratorial de teste com resultado positivo nos últimos 90 dias

O Centro de Contacto SNS24 deve transmitir indicações para o isolamento do individuo com resultado positivo (incluindo a emissão de DPIP – Declaração Provisória de Isolamento Profilático) até ao conhecimento do resultado do teste confirmatório, segundo a DGS.

O mesmo Centro de Contacto deverá proceder à adição do utente/suspeito no Trace COVID-19 (TC-19), com indicação de que se trata de autoteste (tab SNS24), e alteração dos estados para “Suspeito”, “Vigilância Sobreativa” e “Aguarda Exame”, conclui o organismo.

Qual o grau de fiabilidade dos autotestes e que requisitos devem cumprir ?

Os autotestes terão de ter, entre outras características, a marcação CE, que evidência o cumprimento dos requisitos legalmente previstos na União Europeia.

Além disso, devem apresentar dados de desempenho para amostras nasais, devendo o teste apresentar pelo menos uma sensibilidade igual ou superior a 80% e uma especificidade igual ou superior a 97%, de acordo com a informação do fabricante.

Deve ainda conter instruções de utilização em português e adaptadas ao autoteste, com ilustração do processo de colheita e de execução do teste, incluindo a seguinte informação: método de eliminação de resíduos, informação sobre ações a adotar perante o resultado obtido e procedimento de comunicação dos resultados.

 

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