Europa intensifica vigilância às estruturas críticas de energia enquanto a Rússia aponta dedos

O chefe de espionagem da Rússia culpou esta sexta-feira o Ocidente pelo que considerou ter sido um “ato terrorista” na destruição dos oleodutos Nord Stream. Sergei Naryshkin, diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR), garantiu que o Ocidente está a tentar encobrir o autor do ataque: o Kremlin já exigiu uma investigação internacional.

“O Ocidente está a fazer de tudo para esconder os verdadeiros perpetradores e organizadores deste ato terrorista internacional”, apontou Naryshkin.

A União Europeia, que procura alternativas ao abastecimento russo de energia, garantiu que as fugas foram causdas por sabotagem embora não tenha apontado responsáveis.

A operadora de rede elétrica da Polónia anunciou esta sexta-feira a realização de verificações num cabo submarino que transporta energia da Suécia que atravessa os oleodutos danificados. O foco está agora no Baltic Pipe, um oleoduto que foi estreado esta semana, e que transportará gás para os mercados dinamarquês e polaco, assim como alguns países vizinhos.

“O risco para os fluxos de gás de curto prazo aumentou acentuadamente devido aos receios de que posssam ocorrer mais sabotagens em gasodutos críticos de importação de gás”, pôde ler-se na nota da Fitch Solutions. “A possibilidade de atos adicionais de sabotagem em infraestruturas críticas é um risco crescente que aumentaria o risco de levar a guerra a um conflito regional mais amplo.”

A Noruega já decidiu enviar os seus militares para proteger as instalações de petróleo e gás contra uma possível sabotagem após avisos de avistamentos de drones não identificados em setembro.

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