EUA avisam: Putin pode usar ‘Novichok’ em ataque com armas químicas na Ucrânia

Na eventualidade da Ucrânia continuar a reconquistar territórios, e os russos continuarem a somar derrotas na frente de guerra, Putin poderá recorrer ao Novichok num eventual ataque com armas químicas que causaria centenas de mortos. O aviso é feito por seis oficiais militares dos EUA.

Segundo o Politico, que cita fontes da Casa Branca, a administração do presidente norte-americano Joe Biden já está a trabalhar com os aliados do Ocidente para preparar um eventual ataque desta natureza. De acordo com os responsáveis, Putin recorrerá a armas químicas, como agentes neurotóxicos, para causar muitas mortes, ainda antes de ter de recorrer a um conflito nuclear com a NATO.

O Novichok, que significa ‘novato’ em russo, foi desenvolvido pela União Soviética nos anos 70 como uma arma química que seria mais difícil de detetar, mais potente que outros agentes neurotóxicos, e não prevista no Tratado de Armas Químicas.

O Novichok é uma substância neurotóxica, oito vezes mais potente que agentes como o VX, que pode ser disseminada em estado líquido, sólito (em pós) ou pulverizada. Tal como outros agentes nervosos, bloqueia as mensagens dos nervos para os músculos, causando um total colapso das funções corporais. Os efeitos são muito rápidos após a exposição: primeiro uma contração excessiva das pupilas, depois convulsões e vómitos, paralisia corporal, até à morte.

O químico, recorde-se esteve envolvido no envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal, e da sua filha Yulia, em 2018, bem como no caso do opositor russo Alexei Navalny.

Normalmente é usado para alvos individuais, mas, segundo relatam fontes governamentais, Moscovo pondera usar esta e outras substâncias químicas em ataques massivos, lançados em larga-escala contra a população ucraniana.

Alguns destes agentes podem ser transformados em aerossóis, ou até lançados com um explosivo para infligir grandes danos, especialmente humanos, em determinada região.

Estes novos receios surgem depois de relatos de a Rússia alegar que a Ucrânia estaria a preparar um ataque com uma ‘bomba suja’. Após uma série de inspeções, a Agência Internacional de Energia Atómica não encontrou quaisquer provas de que Kiev estivesse a preparar tal arma.

 

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