Estudo revela que portugueses pagam mais pela saúde do que restantes cidadãos europeus

Os portugueses pagam mais pela saúde do que os restantes cidadãos europeus, segundo revelou um estudo publicado esta quarta-feira pela OCDE e pela Comissão Europeia, e para garantir mais sustentabilidade ao SNS e qualidade de vida aos utentes, a solução pode passar pela prescrição de mais genéricos e biossimilares.

Nos últimos 20 anos, os genéricos afirmaram-se no mercado nacional pela poupança mas a tendência estagnou – apenas cinco em cada utentes consome genéricos. Portugal foi considerado, ainda, um dos países europeus que menos investe na saúde de cada cidadão.

A Associação Portuguesa de Genéricos e Biossimilares considera que o reforço no investimento nesta área permitiria libertar mais verbas para a inovação na saúde. A quota do mercado de medicamentos genéricos em Portugal ronda os 49%, o que significa que apenas metade dos utentes beneficiam destes fármacos, revelou o Estudo de Perceção dos Medicamentos Genéricos, segundo o qual ainda existe margem de progressão na adoção destas terapêuticas.

O estudo salientou que estes fármacos permitiram, “só nos últimos 10 anos”, libertar recursos das famílias e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no valor de quase 4,3 mil milhões de euros para serem aplicados na inovação em saúde, um valor que corresponde a quase dois anos de despesa do SNS com medicamentos.



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